Amir Labaki
Agência Folha
Um azarão vai substituir Gilles Jacob na direção do principal festival de cinema do mundo, o de Cannes, França. O produtor e apresentador de televisão Olivier Barrot, 51, foi apontado como ‘‘assessor artístico’’ de Cannes 2000, preparando-se para suceder Jacob em 2001.
Em outubro passado, depois de 23 anos como ‘‘delegado-geral’’ do festival, Jacob foi indicado para suceder Pierre Viot na presidência do evento.
Jacob acumulará os dois cargos na edição do próximo ano. Com a surpreendente indicação de Barrot - um nome estranho ao primeiro círculo de poder do cinema francês atual - Jacob mantém-se como o homem forte de Cannes. O desejo de sustentar essa posição parece ter enfraquecido as candidaturas de dois dos mais influentes críticos franceses, Jean-Michel Frodon, do diário vespertino ‘‘Le Monde’’, e Serge Toubiana, editor do ‘‘Cahiers du Cinema’’.
Olivier Barrot não é um total estranho em Cannes. Entre 1975 e 1976 foi o responsável pela Semana Internacional da Crítica. Desde o início dos anos 80 sua carreira voltou-se para a televisão. Recentemente Barrot produzia e apresentava no canal France 3 o programa ‘‘Un Livre, Un Jour’’. Ele acaba de dirigir um curta estrelado por Woody Allen.
A 53ª edição do festival de Cannes acontece em maio próximo. Entre os filmes pré-selecionados encontram-se ‘‘Gohatto’’, de Nagisa Oshima; ‘‘Irmão’’, de Takeshi Kitano; ‘‘Os Atores’’, de Bertrand Blier; e ‘‘Dancer in the Dark’’, de Lars von Trier. Notícias extra-oficiais apontam o cineasta Luc Besson (‘‘O Quinto Elemento’’) como principal candidato à presidência do júri de Cannes 2000.

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