Barriga na trama de 'Os Mutantes'
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quinta-feira, 03 de julho de 2008
Paula Coutinho<br> TV Press 
A gravidez da atriz mineira Nanda Ziegler, 26 anos, não a afastou das gravações de ''Os Mutantes''. A forma inusitada encontrada por Tiago Santiago de dar continuidade à trama foi aproveitar a gravidez real das atrizes para criar uma nova temática. O novo lema da novela ''Salvem os bebês, salvem o mundo'', agradou tanto que, segundo a própria Nanda, seu personagem cresceu e ganhou foco. A Bianca, vivida pela atriz nesta segunda fase da novela, agora com poderes telepáticos para conversar com o seu bebê, se transformou em uma guerreira. ''Acho que toda mãe é forte, e a Bianca tem isso. Ela não vai deixar ninguém fazer mal a Juno, sua filha'', diverte-se. E confidencia, a maternidade, tanto na vida real, quanto na televisão, a deixou batalhadora. ''Nisso eu e Bianca somos parecidas. Estou aprendendo com ela essa coisa da força da maternidade'', brinca.
Apreensiva com a gravidez inesperada, e ansiosa com a continuidade do trabalho, a atriz, no entanto, arriscou. O resultado de seu trabalho é hoje um dos focos principais da trama; já que a temática principal é embasada na preservação dos bebês. ''Eu estava no início da minha carreira na televisão, quando me vi grávida, pensei, o que vai ser agora? Será que vou conseguir trabalhar?'', lembra Nanda. A atriz diz que não considera o tema piegas, já que as crianças são - e sempre serão - o futuro. ''A criança representa esperança. Cuidar delas é nossa obrigação, então, salvem os bebês'', brinca, com ar de serenidade.
Se Bianca é forte, suas personagens anteriores não tinham nada parecido com a atual mutante. Gigi, a prostituta vivida por Nanda em ''Prova de Amor'', sua primeira personagem na televisão, era iludida. E Latife, a repórter de ''Vidas Opostas'', deslumbrada. ''A Gigi é como a personagem da Júlia Roberts, de 'Uma Linda Mulher'. Ela não tem vocação, ela cai ali. E, por sorte, conhece um homem que a transforma em uma mulher maravilhosa'', resume. Apesar das diferenças entre suas personagens, a atriz considera que todas têm uma delicadeza particular e também algo de sofredoras. ''A Bianca e a Gigi, por exemplo, são muito diferentes. Lá eu era uma menina simplória do interior, sem filhos. Agora, em Os Mutantes, sou mãe'', comenta.
Nanda, que não tem ninguém na família ligado a artes, conta como tudo começou na televisão. ''Quando eu vim para o Rio, o Tiago Santiago já sabia que eu estava aqui. Me chamou. Era um teste, mas eu já estava encaminhada. Se fizesse bem, iria fazer a personagem Gigi''. Antes da tevê, fez teatro e trabalhou com Paulo Figueiredo, Camila Amado e Nelson Antunes. ''Trabalhei com um pessoal bacana no teatro, gosto de várias coisas como dança, cinema e musicais, mas estou gostando muito de televisão porque ela evidencia o ator'', conta.
Planos, a atriz tem muitos. Quer, junto com o marido, o diretor da novela ''Os Mutantes'', Alexandre Avancini, começar a investir no cinema. ''Estamos querendo fazer projetos para o cinema, o Alexandre já está com os roteiros, está começando a captar'', esclarece. Quanto ao teatro, ela tem carinho especial por um dos personagens da escritora Lígia Fagundes Teles, a prostituta de ''A Confissão de Leontina''. E quer representá-lo nos palcos. ''Esse conto me marcou muito porque fala da história de uma prostituta sofrida, mas que luta, batalha. Sou melancólica por natureza'', diz.
- ''Os Mutantes - Caminhos do Coração'' - Record, Segunda a sábado, às 20h40


