Luiz Carlos Barreto chegou aos 70 anos, em 20 de maio, planejando o lançamento nacional de seu 70º filme produzido, ‘‘Bela Donna’’, que estreou em agosto sob direção do filho Fábio.
Produtor de longas como ‘‘Assalto ao Trem Pagador’’ (62), de Roberto Farias, e ‘‘Bye Bye Brasil’’ (80), do cineasta Carlos Diegues, Barreto ainda fotografou, além de ‘‘Vidas Secas’’ (63), de Nelson Pereira dos Santos, ‘‘Terra em Transe’’ (67), longa dirigido por Glauber Rocha. Em agosto, o produtor esteve no Festival de Gramado e aproveitou a passagem pelo Rio Grande do Sul para iniciar a preparação de um novo filme: ‘‘Videiras de Cristal’’, que também terá direção de Fábio. Ao mesmo tempo, começou a produção de ‘‘Bossa Nova’’, longa dirigido pelo outro filho, Bruno, que deve começar a ser rodado em outubro. Para 99, Luiz Carlos Barreto tem outros dois projetos. O primeiro é ‘‘Cassino Americano’’, que narra a história da chegada de um jovem capitão da Força Aérea Americana a Fortaleza e sua relação com a população local, durante a Segunda Guerra Mundial.
O filme está em fase de pesquisas com a Universidade Federal do Ceará. Barreto também planeja produzir a refilmagem de ‘‘Iracema’’, ‘‘em versão estilizada, de fantasia mesmo, em torno do personagem’’, segundo o produtor.
Ainda para o próximo ano, prevê trabalhar em ‘‘Flores Raras e Banalíssimas’’, longa-metragem sobre a relação entre a carioca Lota de Macedo Soares e a poeta norte-americana Elizabeth Bishop. Também está prevista a produção de ‘‘Madame Lynch’’, descrição de romance do general paraguaio Solano Lopez com uma irlandesa.

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