Barracas oferecem cardápio típico
No meio do caminho da orla da capital sergipana, a pedida é a região da Praia do Robalo, ou Praia do Sarney por causa da avenida onde está localizada a rua da orla também recebe diferentes nomes. Nesse pedaço de areia, estão duas boas barracas (como são popularmente chamados os restaurantes à beira-mar): Habeas Beach e Parati. Nesta última, o cardápio é perfeito para os amantes da gastronomia. O preço é um pouco acima do encontrado em Aracaju, mas sem grandes traumas para o bolso. E seu estômago agradecerá cada centavo gasto em quitutes.
A proprietária Mônica cuida pessoalmente do visual dos pratos, da qualidade do atendimento e do preparo de novas delícias. Antes de abrir o Parati, a gaúcha fugia da cozinha. Mas pode acreditar, ela aprendeu direitinho. Uma apetitosa invenção sua é o quiche de camarão (R$ 6,80). Nem pense em sair de lá antes de provar a casquinha de caranguejo (R$ 3,90).
O bichinho, aliás, é a grande sensação da culinária de Aracaju. É comum ver moradores de babador e martelinho a postos para devorar os coradinhos cozidos. Sim, os frequentadores da Passarela do Caranguejo, na Praia de Atalaia, não são turistas somente. Grupos de amigos e famílias se reúnem em torno das panelas em mesas de bares, como o Amanda, o mais badalado do local. Quebrar a casca do caranguejo para encontrar a carne dá trabalho. Os preguiçosos devem ficar com a patinha à milanesa.
Sergipe quer se tornar conhecido como o país do forró, slogan usado na propaganda do Estado. Entretanto, a não ser na época das festas juninas, é difícil encontrar bons lugares para dançar o ritmo na capital.
Depois de se esbaldar em frutos do mar, mergulhar na praia morninha, passear pelo casario colonial do Centro, usar sua bolsa de palha nova e entrar nesse clima gostoso de leseira de férias, você pode estar certo de que conheceu um pedacinho da beleza que é o Nordeste.





