Para a gerente operacional do Bar Brahma, Dani Beraldo, não adianta esperar que a intensidade da fiscalização diminua com o tempo. O Bar é um dos estabelecimentos de Curitiba que oferece o serviço do ''amigo motorista''. ''No começo é claro que assustou todo mundo, mas as pessoas têm que se adaptar'', afirma.
Segundo Dani, muitos colegas do ramo de bares e restaurantes contam com o enfraquecimento da fiscalização nas próximas semanas para que tudo volte a ser como antes da lei. ''Todo mundo está torcendo para que acabe logo, mas nós torcemos para que continue porque isso veio para cobrar uma responsabilidade maior das pessoas em termos de valorização da vida'', defende Dani.
Para o empresário Edoardo Krause, um dos proprietários da Lique, o movimento das casas noturnas não teve uma queda tão drástica quanto o dos bares porque elas oferecem outros atrativos, como DJs. Em algumas noites, segundo Krause, o estabelecimento ofereceu o transporte de van para os clientes mais assíduos. Mas como o volume de pessoas que frequenta o local é muito grande, fica difícil estender o serviço a todos. Por isso, a casa também tem buscado convênios com táxis e estacionamentos. ''Fazemos o melhor que a gente pode para os nossos clientes, mas você não pode cobrar pelo serviço. E a gente não tem como levar de graça 700 pessoas para casa'', avalia o empresário. No último final de semana o serviço foi suspenso e aguarda a regulamentação da Prefeitura de Curitiba para voltar a funcionar. (D.R.)

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