O almoço é um capítulo à parte. A história de que em Londres não existem boas opções gastronômicas há anos não é verdadeira. Se a opção for poupar dinheiro e tempo, comprove isso no jantar. Os cafés e bares resolvem durante o dia. Repare que as pessoas pegam suas bebidas e sanduíches e se sentam. Passam horas sem desviar a atenção de seu livro. Sozinhos, à vontade, do jeito que bem entendem.
Seja qual for a idéia para a noite, vá a um dos cem teatros da cidade. Metade está no West End, e o restante, do Fringe – espécie de ‘‘off-Broadway’’, com peças experimentais e preços baixos. Paga-se menos nas bancas de desconto. A dica é o ‘‘Half-Price Ticket Booth’’ (Leicester Square, W1, metrô Leicester Square). Ao redor dele, outras tentam fisgar turistas com ofertas. Mas o British Tourist Authority, entidade de turismo, alerta: os ingressos são para os piores lugares.
Os pubs têm de estar no roteiro. Ponto de encontro após o trabalho, ainda fecham às 23h e servem cerveja em temperatura ambiente. De lá, a moda tem sido ir aos clubs – de onde vem o estilo ‘‘clubber’’ –, com DJs e música eletrônica. Estes nem de longe fecham cedo.
Quando termina o dia, a sensação é de que ele poderia ter mais que 24 horas. É impossível não voltar para casa com a sensação de ter deixado de ver alguma (ou muita) coisa. Tarefa para a próxima visita.

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