Barão Vermelho faz 18 anos e lança o CD "Balada MTV"
São Paulo, 14 (AE) - O Barão Vermelho completa 18 anos de carreira neste ano, há 10 não grava um disco ao vivo, ainda não tinha feito um álbum no formato acústico da MTV e tem muitos fãs que solicitam esse trabalho. Esses são alguns dos principais motivos que incentivaram o grupo a lançar o CD "Balada MTV", que deve satisfazer esses quesitos. Amanhã (15) o conjunto faz um pocket show na loja Mirage Music (Rua Iguatemi, 244) e autografa o novo disco, às 19h30.
"Desde 1997, na época em que os Titãs gravaram o "Acústico MTV", as pessoas já nos perguntavam quando iríamos fazê-lo", conta Frejat. "Resolvemos que seria este ano; no entanto, com o atraso do lançamento do CD dos Paralamas, acabamos tendo algumas surpresas, como a sugestão da MTV para fazer o programa Balada."
Esse programa, que inaugura sua nova fase com a apresentação e o registro do Barão, é semelhante ao "Acústico, tornando possível que, num espaço descontraído, o artista revisite a própria obra, faça versões para canções de outros autores e tenha um contato próximo com os fãs.
A diferença dos programas fica por conta da aproximação do público com o grupo, pois a platéia é ainda menor, há menor rigidez musical e o cenário quase inexiste (o ambiente é branco e o foco mantém-se nos músicos e na platéia). Para o Barão foi perfeito. "Seria muito complicado tocar somente com um banquinho e um violão; horrível", acredita. "O Balada é eletroacústico." O programa será apresentado na sexta-feira, às 22 horas.
Apesar de não ser um álbum de inéditas, "Balada MTV marca uma fase nova da banda. "Combinamos dar uma pausa em 2001 e, depois, retornarmos", diz. "Não podemos afirmar se é ou não uma parada definitiva ou temporária, pois depende dos acontecimentos desse ano." Nesse período de "reflexão", Frejat pretende gravar um CD-solo e Rodrigo Santos (baixista), aventurar-se no mundo das trilhas sonoras.
O disco também reflete o amadurecimento da banda, que, dessa vez, está distante da música eletrônica, presente em" Puro Êxtase (1998). Tocam o que sabem fazer de melhor (e muito bem): rock-n-roll. "Poderíamos fazer um CD só com inéditas, mas existiam algumas canções muito bonitas que foram pouco exploradas, mereciam arranjos mais interessantes e até melhor instrumentação", acredita o baterista Guto Goffi. Uma delas é "Eu Queria Ter uma Bomba", de Cazuza: "Solidão a dois de dia/ Faz calor, depois faz frio/ Você diz já foi e eu concordo contigo/ Você sai de perto eu penso em suicídio/ Mas no fundo eu nem ligo."
O repertório abrange toda a carreira da banda, passando pelas boas fases de festivais até o disco mais recente. A banda incluiu ainda "Tente Outra Vez", de Raul Seixas, e "Quando o Sol Bater na Janela do Seu Quarto", da Legião Urbana. "Mas evitando a proposta de "álbum, em que gravamos só outros autores", diz Frejat. "É muito legal para o artista rever suas composições e cantar composições que admira."
O Barão contou com a participação de um naipe de sopros (regência de Serginho Trombone), dois percussionistas, um violinista e o tecladista e co-produtor Maurício Barros. Em 2000
o grupo planeja fazer uma grande turnê. A obra do Barão também foi remasterizada em 1998 e lançada no início deste ano, sem cuidados com divulgação e comercialização, segundo Frejat, num pacote de 13 discos. Vale conferir.





