Baquetas a postos
Depois de 15 anos, o baterista Gilson Corsaletti volta a integrar o corpo docente do Conservatório Musical de Londrina. Lá, ele lecionou de 79 a 82. E retorna agora com prestígio e, sobretudo, elogios por parte da direção da escola. E não é para menos. Corsaletti é um dos mais conhecidos e respeitados músicos de Londrina. Seu currículo é dos mais recheados possíveis.
As baquetas de uma bateria caíram-lhe às mãos aos 9 anos de idade, em Santo Anastácio (SP), onde nasceu há 37 anos. Ainda garoto, chegou a fundar os conjuntos Os Brasinhas e Turbasom. Depois vieram os conjuntos de baile. Profissionalmente, começou a tocar em 76.
Dois anos depois, Londrina. Veio para estudar psicologia (curso, aliás, que nem chegou a concluir). Tão logo se ambientou, recebeu o convite para integrar a trupe do grupo Proteu, dirigido por Nitis Jacon, onde trabalhou como ator e/ou como músico em espetáculos como Calabar, Na Carreira do Divino e Um Trágico Acidente. Paralelo a isso, deu aulas de bateria e, claro, tocou nos bares da vida.
Em 84, mudou-se para São Paulo, onde concluiu o curso de Educação Artística na Faculdade Paulista de Arte. Nos cinco anos em que ficou por lá, acrescentou várias linhas ao seu currículo - estudou trompa na Escola Municipal de Música e iniciação ao teclado no Clam; estudou bateria e percussão africana, gravou trilhas sonoras para teatro, tocou em casas noturnas, deu aulas e se aperfeiçou, entre outros, com Dinho Gonçalves, Dirceu Medeiros, Rubes Barsotti e João Rodrigues Ariza (Chumbinho).
De volta a Londrina, em 89, montou o curso de bateria Ritmo e ingressou na Orquestra Sinfônica da UEL como percussionista. Aqui, fez parte do grupo Jazzmania, foi professor do Festival de Música, participou da gravação de CDs e chegou até mesmo a integrar o quarteto de jazz formado por Chuck Marohnic (piano), Mané Silveira (sax) e Jorge Oscar (contrabaixo), no Festival de Música do ano passado.





