A misteriosa morte, em 1982, de Roberto Calvi, o chamado ‘‘Banqueiro de Deus’’, protagonista de um dos maiores escândalos que atingiu a Itália e o Vaticano, é o tema do mais recente filme do cineasta italiano Giuseppe Ferrara, que volta ao cinema de denúncia.
O autor de ‘‘O Caso Moro’’ (1986) e ‘‘Cem dias de Palermo’’ (1983) conta as tramas secretas da maior bancarrota registrada na Itália e protagonizada por Calvi, presidente do maior banco privado da época, o Banco Ambrosiano, que cuidava das finanças do Vaticano e mantinha contactos com a poderosa loja maçônica Propaganda 2 e com a máfia siciliana.
O filme de Ferrara, cujo título é ‘‘Os banqueiros de Deus’’, ‘‘é um thriller que denuncia a manipulação’’, comentou Ferrara, que levou mais de 15 anos para realizar a obra.
A morte de Calvi, que desencadeou rios de suspeitas, já que muitos queriam se livrar dele, foi dada, em princípio, como suicídio. Em 1992 a família conseguiu a reabertura de um sumário por homicídio.

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