A sede do DCE, de Londrina, pode virar oficialmente um teatro de bolso. O projeto é para médio prazo, mas a idéia já vazou e promete conquistar adesões na próxima temporada. Por enquanto, está tudo na cabeça da estudante de artes cênicas Luciana Bittencourt Moraes, que obteve aval da diretoria do DCE para desenvolver atividades culturais no local.
''Fizemos um cadastramento dos artistas da cidade. Pretendemos realizar oficinas, palestras e apresentações. Só estamos esperando o término das reformas no prédio'' conta ela. A previsão é de que o calçamento, a pintura e os demais detalhes de acabamento sejam concluídos em outubro.
Segundo ela, a instalação de arquibancadas e iluminação no local custaria cerca de R$ 2 mil, um orçamento modesto mas impensável para o departamento de finanças do DCE. Uma das propostas é montar uma biblioteca com livros, publicações e textos de autores inéditos locais.
Luciana, que escreve para teatro, sente falta de um lugar para troca de experiências. ''O DCE poderia ser um ponto de encontro e intercâmbio'' diz. Com a ocupação do espaço, ela planeja estimular a criação de uma política cultural para a entidade, algo que segundo ela raras vezes ganhou prioridade na agenda dos militantes estudantis.
No plano nacional, a UNE também parece curvar-se a antigas e subestimadas bandeiras de atuação. Nesta semana, de sexta a domingo, acontece o 3º Seminário Nacional dos Cucas, em Recife (PE). Cucas são os Circuitos Universitários de Cultura e Arte, que nasceram há dois anos durante a segunda Bienal da UNE.
A programação do evento inclui palestras e debates com representantes dos diversos Cucas espalhados pelo país, além de shows musicais e exibições de filmes. O músico Fred Zero Quatro, líder do grupo mundo livre s/a e fundador do movimento mangue beat ao lado de Chico Science, será um dos convidados. Mais informações podem ser obtidas no site www.une.org.br.

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