Banda mistura hardcore melódico, punk pop e emo
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segunda-feira, 27 de julho de 2009
Nelson Sato<br> Reportagem Local 
O Allstar 40 vai comemorar um ano de formação na próxima semana. Conhecida no circuito alternativo de shows de Londrina, a banda que tem nome de tênis está divulgando seu primeiro CD, gravado de forma independente. Criado por músicos locais e de Ibiporã, o grupo faz um som energético que mistura hardcore melódico, punk pop e emo.
Uma de suas canções está bombando na internet. Leo (vocal), Ivan (guitarra), João (baixo) e Binho (bateria) decidiram se juntar após passagens fugazes por outras bandas. Já nos primeiros ensaios, em julho do ano passado, começaram a compor material próprio com o objetivo de se inscrever num festival nacional de bandas promovido por uma marca de refrigerantes.
''Não fomos bem no festival, mas a iniciativa de compor nos estimulou a criar outras canções. Por isso, conseguimos gravar um CD com repertório autoral em menos de um ano'', conta Leo. O disco traz 10 faixas que tematizam o dia-a-dia de jovens urbanos, o que se evidencia já nos títulos de algumas músicas - ''Meu 1º All Star'', ''Escola?'', ''Ciúme'', ''Eu nunca te Esqueci'', ''Sk8 Rock'', etc.
Esta última foi escolhida para virar clipe promocional. As imagens para o vídeo foram captadas pela produtora Dejavu no Centro Poliesportivo de Ibiporã e estão em fase de edição. ''O clipe mostra nosso vínculo com o skate. A intenção é colocá-lo na internet, que é uma grande ferramenta de divulgação e virou uma vitrine para a banda. Prova disso foram os mais de 26.000 plays da música de trabalho 'Eu Nunca te Esqueci', no Myspace, em apenas um dia'', salienta o vocalista.
Leo explica que as letras foram compostas em parceria com Ivan, enquanto as melodias resultaram das influências de cada integrante. Entre as influências estão bandas como Rancid, Ramones, Green Day, Offspring e Millencolin. O CD foi gravado no estúdio AudioPro, com produção e masterização de Alexandre Bressan.
O produtor ficou tão entusiasmado com o trabalho do quarteto que resolveu atuar como uma espécie de empresário do grupo. ''Geralmente eu produzo as bandas, entrego o material e desejo-lhes boa sorte. Neste caso houve uma afinidade'', conta ele. Bressan sublinha que ''fazer música pop com eficiência é difícil e eles conseguiram isso criando um som marcante a partir de uma estrutura simples''.
''Suas canções têm melodia, refrões e riffs bem resolvidos. É uma banda com grande potencial'', diz. O produtor valoriza sobretudo a vocação autoral do grupo. De acordo com ele, o Allstar 40 seria uma exceção numa cena musical cada vez mais tomada por bandas-cover. ''Londrina é um celeiro de talentos, mas está com fama negativa por causa disso'', explica.
''Em vez de investir em material próprio, os músicos montam shows-tributos para atrair plateias e acabam gerando um círculo vicioso na cidade. Ao se curvarem para essa onda cover, deixam de acreditar que podem conquistar o público com seu trabalho autoral e, para piorar, as casas passam a chamar apenas bandas que seguem essa linha. Assim, todos entram nessa rotina envenenando toda a cena.'' Quebrar esse ciclo virou uma das missões do AllStar 40.


