Nascido na confluência entre o desenvolvimento tecnológico e a imagem do manguezal – como representação de fertilidade criativa e arraigamento às origens regionais –, o manguebeat marcou presença no pop/rock dos anos 90 e encontra representantes em Londrina com a banda Etnia. O grupo está lançando ‘‘Partículas de Lama’’, um CD demonstrativo com músicas próprias, e se apresenta hoje, no Bar Armazém, ao lado de Amidist, Khaos, Os Picaretas e Mettalica cover.
O disco, que está sendo vendido a R$ 4,00, mantém algumas características do estilo: guitarra distorcida apoiando o ritmo, bateria influenciada pelo maracatu e outros gêneros nordestinos, além de letras transitando entre crítica social e cultura popular, com elementos tragicômicos. O resultado da gravação é irregular: a banda revelou que faltaram recursos para uma mixagem mais apurada.
A Etnia vinha fazendo covers até o começo deste ano, quando se definiu pela música autoral abraçando o manguebeat. ‘‘Fazemos uma poesia realista, falamos das necessidades, da fome. A gente procura fazer coisas próprias para não ficar se espelhando nos outros’’, explica o guitarrista e vocalista Zumba. O trio é formado ainda por Eduardo Bactéria (baixo) e Jean Alemão (bateria).
Além de Chico Science e Nação Zumbi, Jorge Cabeleira, Sheik Tosado, Luiz Gonzaga, Mundo Livre S.A. e outras bandas nacionais, a Etnia traz influências de Korn, Limp Bizkit, Deftones e Faith No More, entre outras. O show com os grupos começa às 17 horas no Armazém (R. Acre, 315). A entrada é franca. O disco também é vendido pelos telefones (43) 9112-3273 e 337-0789.

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