Banda britânica The Vaccines vira sensação do rock inglês
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segunda-feira, 21 de março de 2011
Nelson Sato <br>Reportagem Local 
Nem toda expetativa foi jogada ao chão neste início de ano, no mundinho indie, com os frustrantes álbuns lançados por Radiohead e Strokes. Embora menos impactante do que apregoa uma parcela da crítica, voraz em seu apetite por novidades, o disco de estreia dos ingleses The Vaccines traz uma persuasiva coleção de canções.
Intitulado '''What Did You Expect From The Vaccines?'' (O que Você espera dos Vaccines?), reúne 11 faixas calcadas no pós-punk levemente energético e acossadas por influências do Interpol e Ramones. O single ''Post break-up sex'', que precedeu ao álbum, se faz presente despontando como a jóia do repertório. Em dezembro, estará nas listas de melhores canções da temporada.
Curiosamente, o lado B do single, a fantástica ''We're Happening'', ficou de fora do álbum. O disco foi produzido por Dan Grech, que já trabalhou para bandas como The Kooks e Kaiser Chiefs. O trabalho parece ter resultado numa sonoridade crua, concepção anunciada em entrevistas anteriores pelo vocalista Justin Young, que queria gravar as faixas ao vivo no estúdio, diretas, de uma vez só, sem ''truques'' de pós-produção.
Nisso os rapazes marcaram uma diferença em relação aos Strokes que, em seu novo álbum, preferiram gravar primeiro os instumentos para depois inserir os vocais. Justin montou o grupo em Londres no ano passado juntando-se a Árni Hjörvar (baixo), Pete Robertson (bateria) e ao guitarrista Freddie Cowan (irmão mais novo de Tom, guitarrista do grupo The Horrors).
Com alguns meses de ensaios, gravaram algumas composições e postaram no myspace, o que bastou para criar um burburinho. De lá para cá tiveram uma projeção fulminante. A BBC, a MTV e o jornal The Guardian os colocaram entre as apostas para 2011. Na sequência vieram aparições em programas de rádio e televisão, capas de revistas especializadas e elogios entusiasmados de figuras como Alex Kapranos, líder do Franz Ferdinand.
Foi Kapranos, aliás, que os indicou para os executivos da Sony Music. A agenda de shows obviamente ficou congestionada, abrigando convites para festivais mundo afora. Especula-se que produtores brasileiros já estariam na cola dos moleques. Será que eles vão dar as caras por aqui no festival SWU ou no Terra?


