Divulgação‘‘Cria’’, o novo espetáculo do Ballet de Câmara, fez sucesso por onde passou‘‘...A cidade de Londrina, que tem a glória de possuir um Ballet de tal envergadura, pode se orgulhar de oferecer ao Brasil o exemplo de como se prestigia Arte. Não só para a glória de Deus - a Arte é a religião do Belo - como para a projeção da cidade que, sem dúvida, está ao lado de Belo Horizonte e São Paulo, os outros lados do triângulo maior das danças brasileiras...Sou incondicional admirador dessa gente e de uma cidade chamada Londrina que os patrocina...’’.
O texto acima, assinado pelo jornalista Adhemar Dantas em artigo publicado no último dia 20, no Jornal da Paraíba, de Campina Grande, reflete a receptividade que o Ballet de Câmara da Cidade de Londrina encontrou, no público e na crítica, durante a primeira fase da turnê nacional de 97, encerrada no último domingo. Pelo quarto ano consecutivo, a companhia retorna à casa consagrada e prova, mais uma vez, que é hoje a principal ‘‘vitrine’’ de Londrina por todo território nacional.
Ao todo, a companhia percorreu cerca de 9 mil quilômetros, fazendo 20 apresentações em 12 cidades de nove Estados, e foi assistida por 11.808 pessoas. Segundo o diretor e coreógrafo do Ballet, Leonardo Vítor Ramos, começa a ficar repetitivo falar do sucesso da companhia. ‘‘Modéstia à parte, nosso trabalho é muito bom e a prova são os vários convites que recebemos para retornar, inclusive para inaugurar um teatro em Maceió e participar de três festivais de dança, em Mariana, Recife e Campina Grande. Eu fui convidado, também, para participar de um seminário sobre Linguagem da Dança Contemporânea, em Salvador’’ - comenta.
Público recorde Segundo Ramos, o espetáculo ‘‘Cria’’ foi um estrondoso sucesso por onde passou, criando uma enorme empatia com o público. ‘‘De todos os balés que já apresentamos, ‘Cria’ foi o que provocou a reação mais forte e surpreendente na maioria do público. Em Fortaleza, houve até engarrafamento na saída do teatro, com o pessoal nos esperando na porta para pedir autógrafo, algo que nunca imaginei em minha vida’’ - brinca.
Os espetáculos tiveram recordes de públicos em Fortaleza, João Pessoa, Recife, Maceió, Belo Horizonte e Chavantes, no interior de São Paulo. ‘‘Em Belo Horizonte, nos apresentamos em um teatro dentro de um parque fechado para uma conferência e com chuva torrencial. O público estava com lama até o pescoço, mas lotou o teatro nos dois dias de apresentações’’ - conta. Segundo Ramos, a receptividade do público que lotou o Ginásio de Esportes Municipal de Chavantes fez o prefeito se animar para construir um teatro. ‘‘Ele nos contou que, antes, estava com medo da reação do público, já que era a primeira vez que a cidade recebia um espetáculo de dança’’ - diz.
Para o diretor, o fato do grupo ter viajado de avião para Fortaleza, primeira cidade da turnê, foi fundamental para a excelente temporada. ‘‘Pela primeira vez, ninguém adoeceu, todo mundo estava muito mais disposto e com mais garra. Quando íamos de ônibus, já chegávamos com dois ou três bailarinos com diarréia, outros tantos com desidratação, sem contar o cansaço geral’’ - afirma.
Agora, o Ballet de Londrina se prepara para enfrentar mais uma maratona de dança, no Peru, onde vai participar, em meados de maio, do Festival Internacional Danza Nueva, em Lima. ‘‘Temos também o convite para o Festival Internacional de Dança em Cuba, mas como sempre ainda falta dinheiro’’ - diz. Segundo ele, a turnê só pode sair com o patrocínio da Secretaria de Estado da Cultura, Sercomtel e mais de 100 pessoas físicas e jurídicas que contribuíram através da Lei Municipal de Incentivos à Cultura. ‘‘Vamos precisar novamente da ajuda de todos’’ - pede. Nada mais justo que a cidade retribua os elogios recebidos de todo Brasil.

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