BALÉ TEM PRESTÍGIO INTERNACIONAL
PUBLICAÇÃO
sábado, 29 de setembro de 2001
Elisa Marília Carneiro<br> De Curitiba 
Criado em 1988 por Walson Botelho e Ninho Reis, o Balé Folclórico da Bahia começou sem nenhum apoio, criando e fazendo seus próprios figurinos, cenários e adereços de cena. O elenco, vindo da capoeira, dos shows para turistas e mesmo da dança tradicional, enfrentou preconceitos dentro e fora de Salvador. Sem dar atenção às críticas, o grupo investiu na formação técnica de seus 32 bailarinos, que hoje em dia têm uma rotina diária de seis horas de aulas e ensaios. Desde 1993 o diretor artístico do grupo é José Carlos Santos, o Zebrinha. Em cena, a cultura popular brasileira com apresentação contemporânea e qualidade técnica impecável.
A estréia foi no Festival de Joinville, antes mesmo de sua fundação oficial, com o espetáculo que traria atenção dos curadores internacionais de festivais de artes cênicas, ''Bahia de todos os Santos''. Com este trabalho, o Balé Folclórico da Bahia começou sua vida internacional em 1992, numa grande festa ao ar livre na histórica Alexanderplatz de Berlim, para um público de 50 mil pessoas. Desde então, as turnês internacionais se sucedem, principalmente depois do estrondoso sucesso do grupo nas edições de 1994 (cujo tema era a Mama África) e 1996 (com o Brasil como tema) da Bienal de Dança de Lyon, onde o grupo vem se apresentando anualmente. A repercussão levou o grupo para espetáculos nos Estados Unidos, França, Canadá, Suíça, Alemanha, Portugal, Finlândia, Suécia, Dinamarca, entre vários outros. A agenda do grupo já está cheia até 2003. A companhia já recebeu os prêmios Fiat (como a melhor companhia de dança do País em 1990), Prêmio Estímulo do Ministério da Cultura em 1993 e o Mambembão do Ministério da Cultura como a melhor pesquisa em cultura popular e melhor preparação técnica de elenco do país em 1996.
Com um olho no potencial turístico e outro na qualidade técnica e artística de seus músicos e bailarinos, o grupo já tem prêmios, reconhecimento e uma temporada permanente no Teatro Miguel Santana, no Pelourinho, dentro do Projeto Pelourinho Dia & Noite, coordenado pela Secretaria da Cultura e Turismo do Estado da Bahia, onde uma segunda companhia se apresenta diariamente para os milhares de visitantes que chegam à cidade.
Tanto lá como nos palcos do mundo, a celebração da herança afro-brasileira que acontece no palco é a mesma. É essa mistura, desta vez celebrando a cultura da região Nordeste, que é a matriz do novo espetáculo do grupo, ''Rapsódia Nordestina''. Do Brasil, além da riqueza das festas e danças populares, o balé empresta também uma história de luta e superação.
O Balé Folclórico da Bahia mantém um projeto social há três anos, com uma escola de dança gratuita para cerca de 200 crianças. Balé Folclórico da Bahia, hoje, às 20 horas, no Teatro Guaíra, em Curitiba. Ingressos a R$ 25,00 (platéia), R$ 20,00 (1º balcão) e R$ 15,00 (2º balcão)


