DivulgaçãoA estréia de ‘‘O Grande Circo
Místico’’ pelo Ballet Teatro Guaíra foi há
14 anos, agradou no Brasil e exterior‘‘O Grande Circo Místico’’, espetáculo que o Ballet Teatro Guaíra apresenta hoje, amanhã, às 20h30, e domingo, às 18 horas, encerrando o ano no Grande Auditório do Teatro Guaíra, com entrada franca, já se converteu num dos momentos memoráveis da dança brasileira.
Passados 14 anos desde sua estréia no Guairão, ‘‘O Grande Circo Místico’’ foi aclamado em várias capitais brasileiras - como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Florianópolis, dezenas de cidades do interior paranaense, e até em Portugal, abrindo as portas do mundo para o Ballet Guaíra.
O sucesso é tão grande, que nem mesmo a primeira-bailarina da companhia, Eleonora Greca, recorda o número de vezes que interpretou Beatriz. ‘‘Acho que foram mais de 200’’, arrisca a solista, num esforço quase inútil.
‘‘O Grande Circo Místico’’ nasceu da união feliz entre o roteiro de Naum Alves de Souza (responsável também pela criação dos cenários e figurinos de ‘‘Jogos de Dança’’ em 1981), baseado nos versos do poema ‘‘A Túnica Inconsútil’’, do modernista Jorge de Lima, com letras de Chico Buarque de Holanda e músicas de Edu Lobo - interpretadas por grandes nomes da MPB, coreografadas pelo português Carlos Trincheiras.
A diretora artística do BTG, Marta Nejm, que participou como bailarina da primeira montagem do espetáculo em 1983 e hoje coordena a remontagem com as ensaiadoras Carla Reinecke e Gulian Dib, justifica a brilhante carreira do balé: ‘‘Tudo deu certo. Foi um casamento perfeito no qual todos se envolveram com muita empolgação’’.
Dinastia circensePublicado em 1938, o poema ‘‘A Túnica Inconsútil’’, de Jorge de Lima, foi inspirado na história real da dinastia circense austríaca Knie. Sem obedecer ao ritmo ou à métrica, bem ao estilo modernista, os versos tratam, numa visão fantástica, do amor do estudante de medicina Frederico pela equilibrista Agnes.
Frederico abandona os estudos para acompanhar a trupe de artistas à qual pertence Agnes. Casa-se com ela e funda a dinastia Knie. Os dois têm uma filha, Charlotte, que casa-se com um clown. Desta união nascem Marie e Otto. Este último abandona o circo quando se apaixona pela bailarina de cabaré Lily Brown. Com ela tem uma filha, a mística Margarete, que traz a Via Sacra tatuada no corpo.
Margarete casa-se com o trapezista Ludwig e é violentada pelo homem-fera do circo, que se converte e morre depois do crime. Marie e Hélene, filhas de Margarete, dançam no arame e levitam. Os casamentos vão se sucedendo, com as gerações de Knie perpetuando a arte circense. Em 1919 a dinastia funda o Circo Nacional Suíço.
Para representar essa bela história, narrada em dois atos e 27 quadros, estarão em cena 41 bailarinos, dançando ao som de Milton Nascimento, Jane Duboc, Gal Costa, Simone, Gilberto Gil, Tim Maia, Zizi Possi, Chico Buarque e Edu Lobo.

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