Nes­tes tem­pos de um no­vo obs­cu­ran­tis­mo em que as fór­mu­las de su­ces­so, às ve­zes de gos­to du­vi­do­so e ques­tio­ná­vel, se re­pe­tem e ga­nham es­pa­ço na mí­dia, a Com­pa­nhia Bal­let de Lon­dri­na ofe­re­ce um re­mé­dio à dor ao co­lo­car no pal­co ‘‘Pa­ra Acor­dar os Ho­mens e Ador­me­cer as ­Crianças’’, es­treia na­cio­nal ho­je, às 20h30, no Tea­tro Ou­ro Ver­de, com rea­pre­sen­ta­ções quin­ta e sex­ta-fei­ra, no Fes­ti­val In­ter­na­cio­nal de Lon­dri­na (Fi­lo).
  O co­reó­gra­fo re­si­den­te da com­pa­nhia, e se­cre­tá­rio de Cul­tu­ra de Lon­dri­na, Leo­nar­do Ra­mos, es­co­lheu pa­ra lan­çar a no­va tem­po­ra­da o Fi­lo, ­maior fes­ti­val de tea­tro da Amé­ri­ca La­ti­na, atrain­do a aten­ção de jor­na­lis­tas do Jor­nal do Bra­sil, Fo­lha de S. Pau­lo e Es­ta­do de S. Pau­lo que as­sis­ti­ram uma pré-es­treia, dan­do iní­cio à tur­nê na­cio­nal e in­ter­na­cio­nal do elen­co.
  Em ju­lho, o Bal­let de Lon­dri­na se apre­sen­ta no Pe­ru, em agos­to pe­lo in­te­rior de São Pau­lo e ou­tu­bro na ca­pi­tal pau­lis­ta. ‘‘Va­mos con­cor­rer ao edi­tal de cir­cu­la­ção do Es­ta­do pa­ra po­der via­jar pe­lo ­Paranᒒ, afir­ma Leo­nar­do Ra­mos, acres­cen­tan­do que os lon­dri­nen­ses que per­de­rem a es­treia so­men­te te­rão uma no­va opor­tu­ni­da­de na tem­po­ra­da lo­cal em se­tem­bro.
  ‘‘Pa­ra Acor­dar...’’ tem no no­me um ver­so do poe­ma ‘‘Can­ção ­Amiga’’, de Car­los Drum­mond de An­dra­de (1902-2002). Es­pa­ço pa­ra o tra­ba­lho de in­ves­ti­ga­ção co­reo­grá­fi­ca de Ra­mos em que os mo­vi­men­tos apon­tam pa­ra a pas­sa­gem do tem­po, des­de o nas­ci­men­to à ma­tu­ri­da­de, reu­nin­do um elen­co for­ma­do por bai­la­ri­nos ve­te­ra­nos e jo­vens, co­mo Vi­tor Ro­dri­gues, 13 ­anos, alu­no da Es­co­la Mu­ni­ci­pal de Dan­ça.
  O gru­po Oi­ga­lê, de Por­to Ale­gre (RS), tam­bém es­treia na pro­gra­ma­ção de ho­je do fes­ti­val, às 17 ho­ras, na Pra­ça To­mi Na­ka­ga­wa, com o es­pe­tá­cu­lo ‘‘O Ne­gri­nho do ­Pastoreio’’, com rea­pre­sen­ta­ções quin­ta e sex­ta-fei­ra. Em 10 ­anos de ati­vi­da­de, o Oi­ga­lê é con­si­de­ra­do um dos prin­ci­pais gru­pos de tea­tro de rua do Bra­sil. Ba­sea­do no clás­si­co tex­to de Si­mões Lo­pes Ne­to, ‘‘O Ne­gri­nho do ­Pastoreio’’ é o ter­cei­ro tra­ba­lho da com­pa­nhia, res­ga­tan­do o uni­ver­so cul­tu­ral gaú­cho.




HOJE NO FESTIVAL


- Para Acordar os Homens e Adormecer as Crianças
Local: Teatro Ouro Verde, 20h30

- Zero
Local: Teatro Zaqueu de Melo, 19h

- O Beco
Local: Teatro Vila Rica, 21h

- Os Figurantes
Local: Teatro Usina Cultural, 22h

- Crónica de José Agarrotado
Local: Teatro Filo, 21h30

- O Negrinho do Pastoreio
Local: Praça Mal. Floriano Peixoto, 11h

Bilheteria - Shopping Royal Plaza (R. Mato Grosso, 310)

* Mais informações no site www.filo.art.br

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