Com 20 anos de carreira, Carla Cabral encara cada papel como se fosse o primeiro. Com as energias voltadas para "Pecado Mortal", a intérprete da "stripper" e enfermeira Laura enaltece a mensagem realista que o papel trouxe às mães solteiras. Na trama, a personagem se divide em dois empregos para dar uma condição digna ao filho. "Pelas sequências, aprendi o quanto é difícil criar um filho sozinha e todo o desdobramento disso. Mas notei que muitas mulheres se identificaram com a rotina da Laura", valoriza. Mesmo assim, na reta final da novela, Carla admite ter sentido falta de um aprofundamento maior na história central do papel. Mas, por ser uma obra aberta, ela reforça que o ator deve estar ciente para os imprevistos que podem surgir no decorrer dos capítulos. "Tudo pode acontecer e temos de lidar com o desenvolvimento de cada núcleo", minimiza.
Nas cenas escritas por Carlos Lombardi, a personagem abusa de sensualidade nos momentos em que se transforma em "stripper" na boêmia noite carioca dos anos 1970. Com uma notável exposição do corpo diante às câmaras, a atriz se mostra surpresa com a repercussão positiva do público feminino. "Mulheres me abordam na rua para dizer que gravam as cenas sensuais e as repetem para os seus respectivos maridos", diverte-se.

Nome: Carla Regina Freitas Cabral.
Nascimento: Em 21 de outubro de 1976, no Rio de Janeiro.

O primeiro trabalho na televisão: "Minha primeira aparição foi na novela ‘Quatro por Quatro’, como a personagem Jussara".
Atuação inesquecível: "Quando fiz a heroína em ‘Xica da Silva’ e a cortesã de ‘Essas Mulheres’. Ambos os momentos foram muito gratificantes".
Interpretação memorável: Salma Hayek como a personagem Frida do filme "Frida Kahlo", de Julie Taymor.
Um momento marcante na carreira: "Todos os trabalhos que eu faço e por ter sido descoberta pelo Walter Avancini".
A que gosta de assistir: "Adoro programas policiais, de culinária e documentários".
A que nunca assistiria: "Programas com baixo astral e que mostrem alguém maltratando pessoas, no geral, e animais. Mudo na hora".
O que falta na televisão: "Mais romantismo nas novelas".
O que sobra na televisão: "Programas com humor pastelão".
Ator: Sean Penn.
Atriz: Kate Winslet.

Se não fosse atriz, o que seria: Veterinária.

Humorista: Tom Cavalcante.

Novela preferida: "Essas Mulheres", de Bosco Brasil e Cristianne Fridman, exibida pela Record em 2005.
Cena inesquecível na televisão: "Quando minha personagem em ‘Mandacaru’ cortava os cabelos com uma faca", telenovela de Carlos Alberto Ratton , exibida pela Manchete em 1997.
Melhor abertura de novela: "O Cravo e A Rosa", de 2000.
Vilão: Félix, interpretado por Mateus Solano em "Amor à Vida".
Papel que teve mais retorno do público: Maria das Dores, de "Xica da Silva".
Melhor programa de humor: "Os Trapalhões", exibido pela Globo a partir de 1969.
Que novela gostaria que fosse reprisada: "Andando nas Nuvens", de Euclydes Marinho, exibida pela Globo em 1999.
Que papel gostaria de representar: "Uma policial. Gosto muito de cenas de ação".
Par romântico inesquecível: Milena e Nando, de "Por Amor".
Com quem gostaria de fazer par romântico: Gael García Bernal.
Filme: "O Segredo dos Seus Olhos", de Juan José Campanella, de 2009.
Livro: "A Mulher e Seus Hormônios... Enfim em Paz", de Malcolm Montgomery.
Autor: Marcílio Moraes.
Diretor: Walter Avancini.

Mania: "De trocar de necessaire".

Medo: "De não conseguir fazer tudo que eu quero".

Projeto: "Depois da novela, vou viajar a lazer. Mais para frente, desejo montar uma loja física para animais domésticos, pois no momento só tenho virtualmente".

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