Ao ver o ''Pânico'' se mudando para a Band, Emílio Surita diz que se lembrou de uma reportagem de uma famosa publicação nacional que saiu assim que o programa estreou na Rede TV!. Na matéria, estava escrito que o humor não vendia na tevê aberta. ''Olha como as coisas mudam. Achavam isso, mas errou quem acreditou naquele texto'', orgulha-se.
De fato, algumas pessoas assumem que, há algum tempo, era mais complicado conseguir patrocinadores. Mas isso dependia do tipo de humor realizado. ''Quando começamos com 'Hermes e Renato', tínhamos um sucesso grande de audiência. O mercado, mais conservador, não curtia. Considerava tosco e isso não agradava. Mas funcionava para atrair investimento para outros programas da MTV'', argumenta Zico Góes.
Já Maurício Sherman não concorda com esse pensamento. Segundo ele, desde a época do rádio, o humor era bem visto pelos patrocinadores. Mas um fator foi determinante para que os humorísticos nacionais se enfraquecessem quase até os anos 90. ''Até a década de 80, estávamos em ditadura e não existe humor sem democracia. A censura era muito violenta'', lembra ele, que continuou explorando o gênero nesse período, mas com cuidado redobrado. (M.M./TV Press)

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