BALAIO DE ARTE - Poeta da simplicidade
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 30 de outubro de 2007
Francismar Lemes<br> Reportagem Local 
Uma coisa intrigou o menino Joaquim ao ouvir o padrinho ler um cordel e, no fogo da dúvida, perguntou o que era aquilo. ''Essas coisas são de pessoas que dizem ser poetas''. Impressionado com a resposta, o garoto disse ao tio que quando crescesse também queria ser um poeta.
Foi assim que o ex-policial militar Joaquim Alves da Silva começou a poetar e não parou mais. Com cinco livros de cordel publicados, ele busca patrocínio para lançar outro em que junta os versos para contar a história de Londrina e Cambé.
O poeta criou 1085 estrofes para 7625 versos em que vai estendendo as suas observações sobre fatos pitorescos e personagens das duas cidades.
Baiano, que desembarcou no Paraná na década de 50, partindo do sertão numa viagem de pau-de-arara, Silva não esqueceu as lições de menino e veio poetar na cidade grande.
Com caneta e papel na mão, ele vai rescunhando os poemas, que depois vão para o computador. ''Escrevo inspirado no Antonio Teodoro dos Santos, o poeta garimpeiro'', afirma ele.
Além de gostar de escrever, Silva costuma ler enciclopédias e dicionário, que se tornam também fontes de inspiração para as suas poesias.
''O grego de nome Hipócrates,/ É o pai da Medicina; / Essa ainda era empírica,/ Mas você nem imagina;/ Como ela surgiu,/ De como se evoluiu; Essa ciência divina''.
Na poesia em homenagem aos médicos, o escritor relaciona alguns fatos da história sobre a ciência.
Aos 67 anos de idade, Silva diz que estudou até o Ensino Médio e que acredita que os seus textos seguem o estilo clássico.
''Gosto muito de ler, o que me ajuda a escrever as minhas obras'', explica o poeta.
SERVIÇO:
- Quem se interessar em patrocinar o livro de Joaquim Alves da Silva pode ligar para o tel. (43) 3253-6830.


