Balacobaco tem elenco entrosado, mas não empolga
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sábado, 09 de fevereiro de 2013
Luana Borges<BR>TV Press 
Há quase quatro meses no ar, "Balacobaco" ainda não ajustou totalmente os ponteiros. Com um início conturbado devido ao encurtamento de "Máscaras", a novela de Gisele Joras conseguiu se estabelecer em alguns aspectos, mas em outros não. É evidente o bom entrosamento entre Bárbara Borges e Roberta Gualda, que vivem as gêmeas Diva e Dóris. Antes, as atrizes estavam espalhafatosas além da conta. Agora, apesar de manterem os tons acima que as personagens pedem, as duas divertem e demonstram segurança em cena. Mas a trama ainda deixa a desejar no quesito romance. Os mocinhos Isabel e Eduardo, vividos por Juliana Silveira e Victor Pecoraro, já até trocaram olhares e beijos. Mas o envolvimento ainda não é suficiente para que se possa torcer para o casal.
A heroína em si é fraca. E não por descuido de sua intérprete. Juliana Silveira se sai bem e com muita naturalidade em suas sequências. O problema é a trama de Isabel: sem um drama forte que fique claro para o espectador. Apesar de ter passado por situações difíceis ao longo dos capítulos como a morte da irmã , a mocinha limita-se a, quase sempre, brigar com Eduardo e acreditar que seu marido, Norberto, vilão de Bruno Ferrari, é um santo. Isso tudo enquanto grande parte dos personagens sabe da má índole do rapaz e alguns até tentam abrir os olhos de Isabel. Fica difícil "comprar" a ideia de que uma mulher esclarecida como ela possa ser tão ingênua.
Apesar de ter dado mais espaço ao clima de tensão, a novela, fora do núcleo central, aposta mesmo é no humor "pastelão". Por um lado, a trama se torna mais leve em sua grande parte. Mas, por outro, muitos personagens acabam ficando caricatos demais. É o caso do radialista Plínio, de Rodrigo Phavanello, sedutor até o último fio de cabelo, e de Patrick e Breno, interpretados, respectivamente, por Thierry Figueira e Léo Rosa. Os dois amigos são gays extremamente caricatos e afetatos, o que não deixa de render cenas engraçadas. Até mesmo o vilão, que não faz parte do núcleo de comédia, é exageradamente malvado.
O que faz falta são cenas em externa. Quase toda ambientada em estúdio, "Balacobaco" ganha gás quando investe em sequências de ação. Mesmo que algumas delas pareçam coreografadas além da conta, elas enriquecem a trama e prendem um pouco mais a atenção de quem assiste à novela. Coisa que não acontece com muita frequência.


