Mais do que apenas uma questão mercadológica, o baixo índice de leitura do País reflete problemas em diversos âmbitos sociais, causados em parte pela desigualdade social e pela falta de projetos que incentivam a educação e formação literária no Brasil.
''Houve um crescimento no número das bibliotecas? Não. Desta maneira é impossível promover um acesso sério à leitura no País'', opina Rovilson José da Silva, docente do Departamento de Educação da Universidade Estadual de Londrina (UEL) e ex-diretor da Biblioteca Municipal. ''A questão não é só a de montar mais bibliotecas. É preciso implementar uma política continuada, de educação e ampliação, que não existe em lugar nenhum. A leitura ainda não é encarada como política pública'', critica o professor.
Os dados da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil indicam que, apesar da declarada pujança econômica atual, a falta de acesso à obras de qualidade ainda é um grande problema na maior parte do País. De acordo com o levantamento, 75% dos cidadãos brasileiros nunca entraram em uma biblioteca. ''É fato que o livro ainda continua caro e inacessível para a maior parte da população. Nós não podemos desconsiderar isso'', reconhece Rovilson, destacando a importância de uma política mais contundente pela propagação do conhecimento. ''Cada vez mais, é preciso existir pontos públicos de leitura nas cidades. Lugares que proporcionam ao cidadão a possibilidade de ter contato direto com livros, revistas e jornais'', propõe.

Leia mais na reportagem de Rafael Ceribelli.

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