Sandy sempre fez questão de buscar versatilidade em sua carreira. Após alcançar sucesso musical ainda criança ao lado do irmão Júnior, a cantora de 33 anos também se aventurou em outras áreas como compositora e produtora. Além disso, se arriscou como atriz em projetos como a novela "Estrela Guia", de 2001, e o filme "Quando Eu Era Vivo", de 2014, em que contracenou ao lado de Antonio Fagundes. E é justamente seu extenso e diversificado currículo que lhe dá maior segurança na hora de avaliar os candidatos da segunda temporada do "Superstar", da Globo. "Ao longo desses meus quase 26 anos de carreira, adquiri uma experiência que me ajuda a saber se algo é bom ou não. Se pode ou não fazer sucesso. Mas é muito difícil cravar com certeza se alguém vai longe. Há uma série de fatores envolvidos", analisa.
Em seu segundo ano como jurada do reality show, Sandy se policia para não repetir pequenos erros que cometeu em sua temporada de estreia em 2014. Durante a fase de audições, a cantora revela que aprovou bandas movida por seu lado emocional. Agora, ela mostra uma faceta mais exigente durante a seleção. "Não acho que fui perfeita na temporada anterior. Procurei ser sincera, justa e cuidadosa, mas, em alguns momentos, percebi que meu coração falou mais alto do que deveria", lamenta Sandy, que ratifica o clima acirrado da disputa. "Todo mundo era bom, mas algumas bandas elevavam o nível da competição", completa.
O "Superstar" também marca o reencontro de Sandy com o público infantojuvenil, que a consagrou durante a década de 1990 e o início dos anos 2000. Agora, a competição também tem bandas com integrantes a partir de 11 anos. Para ela, a redução da idade mínima exige maior cuidado na hora de avaliar ou reprovar um grupo. "É difícil falar 'não' para uma criança que tem tantos sonhos pela frente. O mais importante é a forma de falar. Há muito cuidado", pondera a jurada, que assistiu à temporada de estreia do "The Voice Kids". "Graças a Deus, eu não estava lá (risos). A tarefa deles era muito difícil", brinca.
Ainda assim, de acordo com Sandy, a maior dificuldade durante a disputa é desapegar dos estilos musicais com os quais mais se identifica, como baladas românticas e MPB. Ao longo da competição, os mais variados gêneros passam pelo palco do "Superstar", fazendo com que a cantora trabalhe sua imparcialidade. "Foi um desafio muito importante para mim ano passado. Mas percebi que dá para ter um certo controle, analisar friamente e ver que existe qualidade sonora. Acho totalmente possível, mas é difícil", aponta.
Por 17 anos, Sandy dedicou boa parte de seu tempo à dupla que formava com o irmão. Durante o período em que estiveram juntos, os dois lançaram 12 álbuns de estúdio, quatro álbuns ao vivo, um álbum de remixes e duas coletâneas oficiais. Além disso, fizeram apresentações no Maracanã, Rock In Rio e turnês pelo Brasil. Por isso mesmo, a cantora entende o nervosismo de diversos participantes durante as performances ao vivo do programa. "Não dá para saber como a emoção irá atuar. O que se pode fazer é tentar ser o mais profissional possível e contornar o nervosismo", ressalta.

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