Thaíssa Carvalho acredita que sua personalidade inquieta mova sua carreira. E, por isso mesmo, a atriz está sempre em busca de projetos e papéis que exijam bastante durante o processo de composição e preparação. No ar como a funkeira Andressa Turbinada, de "A Regra do Jogo", ela viu no folhetim das nove a oportunidade de desenvolver suas habilidades para o canto na televisão e interpretar um personagem "fora da curva" em sua trajetória. "Nunca tinha cantado na vida, nem no chuveiro (risos). Meu último trabalho era uma mulher do exército, sem vaidades. É bom para o ator ter essa pluralidade", afirma.
Na história de João Emanuel Carneiro, Andressa é uma cantora em ascensão no mundo do funk. Para atrair cada vez mais mídia e público para seus shows, a personagem começa um envolvimento amoroso e profissional com MC Merlô, papel de Juliano Cazarré, gerando uma rivalidade com as dançarinas Ninfa e Alisson, interpretadas por Roberta Rodrigues e Letícia Lima. "A Andressa já foi como a Ninfa e a Alisson em busca de fama. Mas, agora, ela é uma mulher que passou por um treinamento de mídia e já sabe se adequar mais ao mundo das celebridades", explica.
Para se aproximar do universo da música, em abril, Thaíssa começou a frequentar aulas de canto duas vezes por semana para aprimorar a voz. Além disso, todas as canções da personagem foram feitas de acordo com a extensão vocal da atriz. "Não foi uma preparação focada para ser cantora, mas em cantar as músicas da Andressa. Todas as canções foram montadas dentro das minhas possibilidades. Fizemos alguns testes de tom e afinação para chegar a um consenso. Não teria um falsete, por exemplo", afirma ela, que precisou voltar às aulas de canto durante as gravações da novela. "Quando entra música nova, preciso treinar minha voz outra vez", completa.
Além do canto, a atriz também participou de aulas de dança para aprender as diversas coreografias das apresentações junto com os bailarinos. No entanto, essa etapa não foi um problema para Thaíssa. Antes de se dedicar por completo à carreira de atriz, ela trabalhou um tempo como dançarina do DJ de funk Marlboro e integrou o balé do "Domingão do Faustão" por dois anos. "O Faustão foi uma ótima escola porque você trabalha com todos os ritmos. Tudo que sei de dança aprendi lá. Foi minha base. Já meu trabalho com o Marlboro me auxiliou a compreender a indústria do funk", lembra.
Na Globo desde 2002, quando estreou em um quadro do "Fantástico", a carioca de 33 anos descobriu sua paixão pelo teatro aos 13, quando começou a estudar interpretação no Tablado, tradicional escola fundada pela escritora e dramaturga Maria Clara Machado. Mesmo certa de que iria seguir a carreira artística, Thaíssa decidiu prestar vestibular para Nutrição ao concluir o Ensino Médio. "Queria ter um diploma na mão para deixar minha mãe tranquila. Se nada desse certo, tinha a opção de fazer um concurso, por exemplo", lembra.
No entanto, as oportunidades para a tevê começaram a ficar mais concretas com o passar do tempo, como uma pequena participação em "Alma Gêmea", de 2005. Porém, foi o papel em "Viver a Vida", de 2009, como a empregada Cida, que deu maior visibilidade para a atriz no meio. "Cada vez fui compreendendo mais como funcionava a tevê e me encantando. Se for vocação mesmo, a arte sempre puxa. Desiludida, já cheguei a me inscrever em concurso da Polícia Federal, mas logo depois passei para um teste e desisti dessa ideia", lembra.

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