Apesar de ter lançado 14 álbuns com assinatura personalíssima, é uma tarefa quase impossível definir o estilo musical de Badi Assad. Violinista exímia, cantora eclética e compositora premiada, a multifacetada artista transita com precisão entre o erudito e a world music se equilibrando com precisão em tênues linhas que aproximam a técnica e a emoção, a sutileza e a agressividade, a visceralidade com o transcendental. Principal atração do Festival Internacional de Música de Londrina (FIML) na noite de hoje, sobe ao palco do Teatro Crystal, às 20h30, para apresentar o show que comemora 25 anos de carreira dividida em apresentações pelo Brasil, Estados Unidos e Europa.

O espetáculo será no conceito voz e violão. "Fiz um apanhado com canções que canto desde que comecei. São aquelas músicas que nunca podem faltar nos shows", relata a cantora em entrevista à Folha por telefone ao referir-se ao repertório que passeia por "Joana Francesa" (Chico Buarque de Hollanda), "Bachelorette" (Björk); "Banca do distinto" (Billy Blanco); "Pontas de Areia" (Milton Nascimento & Fernando Brant) e "Básica" (Tatiana Cobbett). Além das autorais "Noite de São João" (Badi Assad); "Você não entendeu nada" (Badi Assad) e "Pega no coco" (Badi Assad), entre outras.

Imagem ilustrativa da imagem Badi em todos os tons
| Foto: Fritz Nagib


Apontada pela revista americana Acoustic Guitar como uma das maiores violonistas do mundo, Badi atualmente trabalha na divulgação do álbum ‘Hatched’. "É um disco no qual dou arranjos 'abrasileirados' a canções de jovens músicos de diversos lugares do mundo que fazem parte do cenário indie rock. São artistas que têm muito a dizer, mas estão fora do mainstream. Lancei este trabalho nos Estados Unidos no ano passado. E pretendo lançá-lo no Brasil até o final do ano. Aqui o título dele será 'Singular'. Na próxima semana embarco para uma turnê nos Estados Unidos e, em breve, farei diversos shows na Europa", informa a artista.

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