Bacia mediterrânea está ameaçada
PUBLICAÇÃO
domingo, 04 de março de 2001
France Presse De Berlim 
A organização ambiental Fundo Mundial para a Natureza (WWF) advertiu semana passada, em Berlim, contra o crescente impacto do turismo em massa na bacia do Mediterrâneo, principal destino turístico mundial.
Os países do Mediterrâneo recebem anualmente 220 milhões de turistas e, em 20 anos, esta cifra aumentará para 350 milhões, segundo estimativas do WWF divulgadas antes da abertura da Bolsa de Turismo de Berlim, a maior feira especializada do mundo.
A indústria do turismo terá que reduzir seu impacto sobre a natureza se quisermos salvar a herança singular do Mediterrâneo, afirmou Peter DeBrine, responsável do programa de turismo do escritório mediterrâneo do Fundo Mundial para a Natureza.
Destruindo o valioso meio ambiente do qual depende, a indústria do turismo será a grande perdedora. Neste ritmo, as consequências serão devastadoras e irreversíveis, acrescentou o especialista. O aumento do turismo poderia levar a um desenvolvimento descontrolado de toda a bacia, degradando as riquezas natural e cultural singulares da região, segundo um estudo do WWF.
Países como França, Itália e Espanha verão um aumento contínuo do turismo em seus países, enquanto Marrocos, Tunísia, Grécia, Turquia e Croácia registrarão o surgimento de um novo desenvolvimento turístico massivo.
Atualmente, o turismo é um dos principais agentes de degradação costeira e marinha do Mediterrâneo. Em massa, ele causa transformações enormes, como a erosão do solo, a crescente descarga de poluentes no mar, a perda do habitat natural para muitas espécies ameaçadas de extinção e o aumento da vulnerabilidade aos incêndios florestais.
O Fundo exortou profissionais de turismo e autoridades locais a se comprometer em favor de um desenvolvimento turístico responsável na bacia do Mediterrâneo.


