Para muita gente os fogos de artifício ou a festa de Iemanjá não foram a principal atração do reveillon no Litoral. Com as praias lotadas e barzinhos à beira mar completamente tomados, muitos aproveitaram para começar o ano tentando engatilhar um romance, nem que fosse por apenas uma noite.
O movimento intenso tornava quase impossível trafegar de carro nas ruas que margeiam as praias. Enquanto a família preparava a ceia os adolescentes tratavam de colocar em dia a azaração. Valia tudo para chamar a atenção. Os mais animados estacionavam o carro na beira da praia e abriam todas as portas, tocando pagode em volume altíssimo com a ajuda de aparelhos montados com grandes alto-falantes.
Paquera O clima de confraternização e camaradagem ajudava os festeiros mais preocupados com a ‘‘caça’’ ao sexo oposto. ‘‘A gente aproveita a meia-noite, quando todo mundo se abraça e deseja feliz ano novo para chegar junto das gatinhas e tirar uma casquinha’’, contava matreiro o estudante Marcos Souza, 19 anos.
No meio da festa era possível encontrar aqueles que se sentem deslocados e aproveitam o reveillon para fazer um balanço. ‘‘Não gosto dessas festas de final de ano mas venho para não ficar sozinho’’, dizia o bancário Sandro Mendes. Para ele, o mar ajuda a colocar a cabeça em dia. ‘‘Pelo menos aqui a gente esquece os problemas por algum tempo’’, explicou.
Entre abraços e votos de felicidade, outros faziam planos para 97. ‘‘Esse ano vou me dedicar mais a mim mesmo’’, prometia a secretária Monica Duarte, 27 anos, que espera conseguir um namorado e conhecer o Brasil com uma viagem ao Nordeste.
(I.S.)

mockup