Da Redação
Terras estranhas onde os ventos sopram areias e desenham a cada instante um horizonte diferente nas dunas do deserto. Tendas, beduínos e o exotismo dos costumes de culturas diferentes. Paladares e perfumes incomuns, o doce das tâmaras e morangos de mel. Ou até mesmo o simples prazer de relaxar em praias douradas e tempo ameno, cercado de luxo e servido como um sheik. Tudo isto serve de motivo para desviar os planos de férias dos roteiros comuns para conhecer os encantos da Tunísia.
Localizado ao norte da África, o país de 1.200 quilômetros de praias no Mar Mediterrâneo, é salpicado de ilhas. Ao sul, o clima desértico tem como principais características os inúmeros oásis e lagoas salgadas. Eles aparecem como jóias verdejantes cercando nascentes que se tornam rios e pequenas cascatas, perenes, entre as montanhas do deserto.
Pequenas cidades surgem do nada, com suas casas em estilo árabe, formas arredondadas, paredes em terra amarela ocre ou pintadas de branco. Nas portas, desenhos, cores vivas e entalhes intrincados. Nas portas - que enfeitam das casas mais simples às mais opulentas -, está um dos maiores encantos do país.
Território árabe, com 99,4% da sua população dedicada ao islamismo, a Tunísia mantém costumes mais liberais. As mulheres têm direitos civis e não precisam usar o tradicional véu, o Shador. A tolerância aos costumes estrangeiros e a abertura natural ao turismo, maior fonte de renda do povo, tem sua base na história. A passagem de vários povos de culturas completamente diferentes deixou marcas na singular arquitetura tunisiana, cheia de arcos, mosaicos e colunas.
Os fenícios colonizaram a Tunísia em 1.000 a.C. Povo de origem semita, os fenícios fundaram Cartago. Em 146 a.C a cidade foi dominada pelos romanos. Os árabes tomaram a cidade no século VII, transformando Túnis, capital da Tunísia, no mais importante centro religioso islâmico do norte da África. Os turcos incorporaram o país ao seu império em 1574. Em 1881, a Tunísia tornou-se protetorado francês e só depois da invasão e ocupação dos alemães, durante a Segunda Guerra Mundial e a vitória dos aliados, é que voltou a falar em independência.
Para quem gosta de história, o país é apaixonante. Túnis reúne duas cidades em um uma só. Seu perfil de moderna capital mescla edifícios e espaços urbanos à moda européia com labirintos estreitos e palácios imponentes, características de uma cidade medieval árabe. A apenas 18 quilômetros de distância, as ruínas de Cartago, hoje cercadas por lindas vilas suburbanas, trazem de volta o período das Guerras Púnicas contra os romanos que resultou na sua destruição.
O azul e o branco são marca registrada de Sidi Bou Said, principal balneário da Tunísia. Suas casas arredondadas e brancas com janelas pintadas de azul em referência às tonalidades do mar são um espetáculo encantador. Compete com ela apenas a cidade de Sousse, com suas praias de areias brancas e águas cor de opala. Em toda a Tunísia, luxuosos e sofisticados complexos turísticos espalhados pela costa do Mediterrâneo oferecem o ‘‘paraíso’’ aos turistas que procuram apenas a tranquilidade.
A cada passo, em cada cidade, nota-se uma preocupação quase fundamental com o paisagismo. Jardins e flores se espalham pelas cidades formando um cenário de beleza incalculável, ainda mais em contraste com as areias do deserto, sempre tão próximas. Em Hammamet, a composição de mar, areia, céu, sol, palmeiras, cercada de jardins de jasmins, violetas e rosas misturados aos tons de amarelo das laranjas e limões a tornaram merecedora do título de símbolo da Tunísia.
Hammamet, aliás, é um centro renomado de talassoterapia - tratamento de saúde a base de água do mar -, principal impulso turístico da região. Prova disso é que até o final do ano, pelo menos mais dez hotéis-spas de luxo deverão ser inaugurados em Hammamet para atender o fluxo de turistas, hoje acentuadamente formado por europeus.
No centro da Tunísia, a Região dos Oásis é o alento dos peregrinos, comerciantes em suas caminhadas. O éden do deserto porém, está em Tozeur, uma das maiores áreas verdes e pródigas em natureza do país. A natureza abre espaço para a história em El Jem, onde está o famoso anfiteatro romano (coliseu), que segundo os tunisianos está mais conservado que o de Roma.
Mas a Tunísia não oferece apenas história e belezas naturais. Os amantes dos esportes podem encontrar no país de passeios em dromedários ou balões a corridas de buggy pelas dunas. Os mais aventureiros podem optar ainda por acampamentos no deserto ou esportes naúticos mais radicais, no litoral.História e belezas naturais marcam este país africano que tem todo o litoral banhado pelo mar Mediterrâneo e um deserto coalhado por oásis
ReproduçãoO deserto A beleza árida do Saara: cenário para passeios de dromedárioReproduçãoMatmata: casas subterrâneas formam a cidade de trogloditasTricia Sander/DivulgaçãoRuínas de CartagoTricia Sander/DivulgaçãoO Coliseu de El Jem: mais conservado que o de RomaTricia Sander/DivulgaçãoSpa em Hammamet: região é centro de talassoterapia

mockup