Aventura na copa das árvores
Balneário Camboriú Imagine-se pendurado no alto das árvores, a 15 metros de altura, preso somente por um equipamento de proteção individual que evita realmente a queda como se fosse o legendário Tarzan ou sua companheira Jane. Esta sensação poderá ser sentida por qualquer pessoa, mesmo não sendo praticante de esportes radicais. ''É uma mistura de contemplação com aventura'', explica a estudante Bruna Pierdona, do curso de Turismo da Universidade do Vale do Itajaí (Univali), que monitora o recém-criado circuito acrobático em árvores no Parque Unipraias, na Barra Sul, em Balneário Camboriú.
De tênis, capacete, luvas de couro, um cinto cadeirinha e duas cordas, você estará preparado para ultrapassar 11 obstáculos em duas trilhas suspensas nas copas das árvores da Mata Atlântica, de 140 metros cada. De acordo com os monitores que acompanham a aventura, nenhuma experiência em técnicas de escalada é necessária. ''Basta um pouco de ousadia'', comenta Bruna. Porém, o enfrentamento maior é emocional. Superar as sensações de medo, dispersão e inércia são o maior desafio. A concentração, coordenação e equilíbrio são testadas ao longo de cada obstáculo.
Durante a passagem pelas trilhas, o aventureiro caminha sobre cabos de aço, escala redes, equilibra-se em galhos e estribos, passa por tambores de madeira. ''Não há limite de idade'', explica um dos sócios da empresa Eco Aventuras, de Itajaí (SC), Anselmo Filho, que elaborou o projeto para a prática do arvorismo no Parque Unipraias. O circuito é semelhante ao de Brotas (SP). A única exigência de participação no Parque Unipraias é ter altura mínima de 1,40 metro. Normalmente, crianças a partir de 12 anos têm esta altura. Antes de iniciar o trajeto, monitores repassam informações e instruções em um laboratório ao ar livre. Porém, há monitores ao longo de todo o circuito.
O Parque de Aventuras, como foi nomeado pela direção do Parque Unipraias, pretende atrair funcionários de empresas em cursos de treinamento e capacitação ao ar livre, grupos praticantes de esportes radicais, grupos de escoteiros, além de famílias e turistas individuais. ''A grande sacada desta atividade é fazer com que as pessoas dispendam energia, liberando o estresse mental'', afirma o gerente-geral do parque, Cimélio Marcos Pereira.
O acesso ao Parque de Aventuras é feito pelos bondinhos aéreos (cabines fechadas com capacidade para seis pessoas sentadas cada), partindo do Parque Unipraias, na Barra Sul. O ingresso para o bondinho custa R$ 17 por pessoa e para a prática do arvorismo, mais R$ 27. O circuito foi instalado no alto do morro, na Mata Atlântica. Neste local existe ainda uma área ambiental de 60 mil metros quadrados, estruturada com passarelas ecológicas e mirantes.
A execução do projeto foi inspecionada pela equipe do Parque de Brotas (SP), credenciada por instrutores da França, que juntamente com a Nova Zelândia, formam o berço mundial dos esportes de aventura. Foram investidos R$ 200 mil na compra de equipamentos todos importados e na implantação do projeto. ''Este é o único circuito de arvorismo para não-praticantes no Brasil'', afirma Pereira. Para o próximo ano, a intenção é implantar o Miniaventura Kids, trilhas semelhantes para crianças de até 10 anos de idade.





