Aventura e adrenalina no Everest
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terça-feira, 17 de março de 2009
Agência Estado 
São Paulo - O encanto da maior montanha do mundo levou, só em 2008, 290 pessoas ao cume do Everest, no Nepal. Mas subir a 8.848 metros de altitude não é a única forma de se aproximar da gigante. As expedições até o acampamento base, a 5.400 metros de altitude, são para quem gosta de aventura, mas não tem preparo para a escalada.
Segundo Mauro Chawarts, da operadora Highland, a trilha para o acampamento base é mais fácil do que parece. Se fosse ao nível do mar, seria tranquilo. A altitude representa 60% da dificuldade, explica.
Bom preparo físico ajuda, mas o que faz diferença é a capacidade de aclimatação. Respeitar os limites do corpo e beber muita água são cuidados indispensáveis para chegar ao fim da aventura.
Há duas temporadas: de abril a maio e de setembro a outubro. O tempo seco nessas épocas favorece a longa caminhada. Na Highland (11 3254-4999), a próxima saída será em abril. O pacote de 20 dias custa US$ 4.790 (R$ 11.451), com passagem aérea.
Se o seu sonho for chegar ao cume, comece a se preparar desde já. Mas para ir só em 2010 (ou 2011). Quem tem experiência em escalada em gelo pode se candidatar a integrar o grupo que o alpinista paranaense Waldemar Niclevicz vai acompanhar em 2010. Será a primeira expedição comercial organizada por ele, que já chegou ao cume do Everest duas vezes. O grupo terá entre quatro e seis integrantes. Tem de ser um grupo pequeno para eu dar atenção a todos, explica Niclevicz.
Fôlego
Preparo físico e experiência são requisitos básicos. Além disso, será preciso desembolsar US$ 65 mil (R$ 155.390), sem aéreo. É o preço cobrado pelas melhores empresas que fazem a rota. Vou levar o grupo e oferecer o mesmo tipo de serviço, diz Niclevicz. Segundo ele, quem não estiver apto para tentar o cume poderá seguir com o grupo até o acampamento base.
O consultor empresarial Rosier Alexandre Saraiva Filho, 40 anos, está entre os integrantes da expedição. O Everest é um sonho antigo, diz ele, que já alcançou o Pico do Aconcágua (6.962 metros de altitude), a montanha mais alta do Hemisfério Sul, na Argentina. É difícil. Mas não impossível.


