Aventura através do deserto
Aproximadamente 400 equipes, num total de 1800 pessoas, deverão fazer parte da caravana da 21ª edição do Rally Paris-Dakar. A largada será no dia 1º de janeiro, em Granada (Espanha). Na mesma noite, a caravana embarcará para a África. A chegada está marcada para 17 de janeiro, em Dakar, capital do Senegal, depois de passar pelo Marrocos, Mauritânia, Mali e Burina Fasso.
A tendência mundial de crescimento do turismo aventura fez com que os organizadores da prova e as próprias equipes criassem produtos para atender um público interessado em desfrutar das belezas e emoções da disputa, poucos anos atrás reservadas apenas aos aventureiros profissionais.
A Voyages Sport Organization-VSO, organização ligada ao Rally Paris-Dakar, oferece pacotes para quem quer fazer parte da caravana da prova, atravessando o Deserto do Saara. Os pacotes duram de dois a quatro dias e podem variar de um simples reveillon com os concorrentes, ainda na Europa;, a três dias no Marrocos, ou dois dias em Bobo-Diolasso, onde o rali fica para descanso no meio da prova; viagens a dunas ou então a chegada nas praias de Dakar. Partindo de Paris, os pacotes custam entre US$ 1 mil a US$ 2,2 mil.
A largada do Rally será no dia 1º de janeiro, em Granada (Espanha). Na noite desse mesmo dia, a caravana embarca para a África. A chegada acontecerá no dia 17 de janeiro em Dakar, depois de percorrer Espanha, Marrocos, Mauritânia, Mali, Burkina Fasso e Senegal.
Atravessar o deserto do Saara não é tarefa fácil e simples. Exige um planejamento e preparação de meses, principalmente em países no centro do deserto aficano, como Niger, Mauritânia e Mali, que estão no topo da lista dos países mais pobres do mundo.
A falta de estrutura nessas regiões cria pouquíssimas oportunidades de turismo. Nos países periféricos do Saara, como por exemplo o Marrocos ou a Tunísia, já existem hotéis cinco estrelas, mas na Mauritânia um simples banho de chuveiro improvisado (um cano) com água fria, pode ser considerado um grande luxo. Em muitos dos poucos quartos ou hotéis da região, é aconselhável levar um saco de dormir para esticar sobre a cama.
Quando a caravana do Paris-Dakar passa por essas regiões, uma estrutura gigantesca e autônoma é montada, levando alimentos, água potável, combustível, equipe médica, estrutura de comunicação e transporte. Tudo para um grupo de quase 2 mil pessoas entre pilotos, mecânicos, chefes de equipe, jornalistas, cozinheiros, seguranças e um grande grupo de organização. Grande parte do pessoal faz o percurso numa caravana de aviões sob os cuidados da VSO.
Mas para aqueles não satisfeiros em sentir apenas o aroma da aventura por dois ou três dias, as equipes criaram vagas em seus veículos. A BR Lubrax, por exemplo, que este ano estará estreando na categoria caminhões, oferece uma vaga (as outras duas serão ocupadas pelos experientes André Azevedo e pelo tcheco Tomas Tomacek) para quem estiver disposto a pagar US$ 50 mil, com direito a espaço para patrocínio e a conhecer tudo da maior aventura do mundo moderno.Arquivo FolhaDesafioCaravana de nômades no Saara: atravessar o deserto não é uma tarefa fácilDa Redação





