Arquivo FolhaEntre os bichosLeões e outros animais selvagens podem ser vistos no Kilimanjaro Safari. O Animal Kingdom abriga mais de mil animais de 200 espécies diferentesFoi uma verdadeira aventura na selva a inauguração do Aninal Kingdom, o quarto e o maior parque da Disney em Orlando (Flórida, EUA) com mais de 200 hectares de área. Centenas de turistas literalmente acamparam de madrugada próximo à nova atração de US$ 800 milhões, na quarta-feira passada, para garantir a entrada no histórico dia da abertura oficial. Às seis horas da manhã, o estacionamento, com capacidade para 6 mil veículos, teve que ser fechado devido a total lotação, e os visitantes tiveram que utilizar áreas próximas. O mesmo ocorreu com os portões poucos minutos após às sete horas.‘‘Este é um dia surpreendente’’, admitiu Bob Lamb, vice-presidente do parque, considerando a capacidade para receber até 33 mil visitantes.
Esse milionário investimento marca uma reviravolta no conceito de entretenimento da Disney. Os três parques anteriores (Magic Kingdom, MGM Studios e Epcot) são famosos pela magia da animação, enquanto o Animal Kingdom abriga mais de mil animais de 200 espécies diferentes. Essa mudança radical fugiu um pouco do controle da Disney em relação à qualidade de suas atrações, pois a morte de 12 animais ainda estão sendo investigadas por órgãos do governo e as entidades de defesa de animais também se fizeram presente na inauguração para protestar contra a exploração dos bichos. A maior crítica é devido a retirada dos animais de seu habitat.
A Disney revela que o novo parque é resultado de sete anos de pesquisa. O desafio começou com a proposta de criar uma autêntica selva dominada pela vida animal.‘‘A idéia não era criar um zoológico, mas um parque único, comparado a qualquer outro no mundo. Quando fomos à África, o fotógrafo tirou dez rolos de fotos de apenas uma rocha’’, contou Joe Rohde, diretor de criação do Animal Kingdom. Ele diz que é dada extrema importância aos detalhes:‘‘Nossa vila de Harambe é extremamente realista, com centenas de anos, mais com pé no século 21. É tão convincente que alguns africanos disseram que parece muito com sua terra natal’’.
Exemplo desse perfeccionismo de recriação de ambiente são os telhados dos edifícios dentro do parque. O processo de construção foi todo artesanal feito por 13 artesãos Zulus trazidos da África. Eles usaram uma grama tradicional que cresce na floresta, conhecida por sua durabilidade. Mesmo sob sol ou chuva, espera-se que esses telhados resistam por 60 anos. Na atração ‘‘Wildlife Express to Conservation Station’’ os comboios foram pesquisados nos arquivos da Indian Peninsula Railroad e os trens foram feitos numa companhia especializada da Inglaterra.
Leia mais sobre as novas atrações dos parques dos parques da Flórida, na página 4

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