Auxílio tecnológico
O avanço dos efeitos visuais foram de fundamental importância para o desenvolvimento de cidades cenográficas mais realistas e arrojadas. A Copacabana do seriado ''Tapas e Beijos'', por exemplo, é fiel aos detalhes arquitetônicos dos bares, calçadas, cores e toda a gama de informações do multifacetado bairro. Porém, é amplamente auxiliada pelo ''Virtual Backlot'', tecnologia que possibilita estender digitalmente as imagens de um determinado local.
O trabalho começa pela captação de imagens cotidianas do bairro, que na pós-produção são somadas às paisagens da cidade cenográfica. ''Para dar maior veracidade às imagens, aspectos de cor, brilho e iluminação são corrigidos e equiparados para que não haja nenhum elemento destoante e estranho no resultado final'', explica a cenógrafa Luciane Nicolino.
O trabalho em conjunto da equipe de efeitos visuais com a cenografia é uma realidade. Usados há muitos anos em filmes e séries do exterior, softwares que mesclam imagens virtuais e reais, como ''Backlot'', ''Maya'', ''Inferno'' e ''3D Max'', apareceram na tevê brasileira de forma tímida em 2007, na finalização de algumas cenas de ''Paraíso Tropical''.
Em pouco menos de cinco anos, a tecnologia domina cenas abertas e paisagens de produções como ''Caminho das Índias'' e ''Gabriela'', da Globo, e ''Caminhos do Coração'' e ''Rei Davi'', da Record, as duas emissoras que mais investem em teledramaturgia no país. ''O custo de filmar em locações no exterior é altíssimo. Refazer cenários em programas 3D surge como uma boa, mas trabalhosa, solução. O segredo é achar o equilíbrio entre o que pode ser cenográfico e o que a gente pode amplificar com a tecnologia'', analisa Gustavo Dominguez, supervisor de efeitos visuais da Record. (G.B./TV Press)





