Parece que ''América'', trama das oito de Glória Perez, conquistou um público cativo. Depois de amargar uma audiência morna durante algumas semanas, histórias como a de Haydée (Christiane Torloni), Júnior (Bruno Gagliasso) e os problemas que Sol (Deborah Secco) enfrenta como imigrante ilegal em Miami têm chamado a atenção.
Prova disso são os índices crescentes no ibope da trama, que atingiram a casa dos 50 pontos de média no começo desta semana. É uma virada e tanto para uma trama que chegou a pífios 37 pontos em abril.
Glória Perez atribui essa resposta à força dramática dos três núcleos e, principalmente, à sintonia do diretor Marcos Schechtman com a história que está escrevendo. ''As tramas estão atingindo seu ápice agora, conforme eu já havia previsto.''
''América'' tem conseguido uma audiência média maior que suas antecessoras no mesmo período. Entre os capítulos 55 e 68, ''Senhora do Destino'' tinha média de 44 pontos, enquanto ''Celebridade'' cravava 39. No intervalo (o capítulo 68 foi ao ar na terça), ''América'' fez 46.
Maria de Lourdes Motter, professora da USP, atribui a escalada de ''América'' ao tom apelativo que a autora tem usado e acha a novela confusa. ''A trama é muito confusa. O único núcleo que funciona é o de Miami, que interessa aos brasileiros. Mas colocar Sol e Tião transando na limusine e a Creuza tirando a roupa tem funcionado.''
Além das mudanças na forma e adiantamento de conflitos, Glória Perez prepara surpresas. Agora, a autora vai centrar a trama no casamento de Sol - em busca de um passe-livre nos EUA - com Ed (Caco Ciocler), o que despertará vilania de May (Camila Morgado). Ela conta que foi essa prática comum que lhe deu a idéia de escrever ''América''. ''Quero retratar os problemas de se casar com alguém que não conhecemos e o que a imigração faz para investigar se o casamento é verdadeiro, como aparecer de madrugada para ver se os dois moram juntos.''

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