Compositor e intérprete da música “Bicho do Paraná”, sucesso lançado em 1981, João Lopes da Silva faleceu na madrugada de segunda-feira (18), em Curitiba. O artista que completaria 70 anos no próximo dia 25 foi submetido a um transplante de rim e fígado realizado no final do ano passado. Porém, o cantor não resistiu às complicações e morreu com falência múltipla dos órgãos. O velório será realizado no Cemitério no Água Verde e, devido à Covid-19, será restrito à família e amigos e terá curta duração. Em seguida, o corpo do músico será cremado.

A música que exalta o orgulho de ser paranaense foi o maior sucesso de João Lopes e se tornou uma espécie de hino não oficial do Estado
A música que exalta o orgulho de ser paranaense foi o maior sucesso de João Lopes e se tornou uma espécie de hino não oficial do Estado | Foto: Divulgação/AEN

Nascido na cidade de Califórnia, município localizado na região norte do Estado, Silva estreou na carreira artística em 1978, como líder da banda curitibana Blindagem. Investindo no estilo rock rural, o músico ficou conhecido no início da década de 1980, quando lançou o primeiro disco pela gravadora Continental. Batizado com seu próprio nome, o álbum teve como destaque a canção “Bicho do Paraná”, música que ganhou projeção nacional ao fazer parte de uma propaganda do antigo Banco Bamerindus.

A música que exalta o orgulho de ser paranaense foi seu maior sucesso e se tornou uma espécie de hino não oficial do Estado. Os versos da canção “Bicho do Paraná” foram cantados por várias gerações de paranaenses. Ao longo da carreira, o cantor também lançou os discos “Pé Vermelho” (1988), “O Homem e a Natureza” (1991), “Interiores” (1996), “Bicho do Paraná Acústico” (2005), e “Vamos Cantar” (2013).

A última performance de Lopes foi no dia 23 de abril em uma live ao lado da mulher Carminha Lupion, que também é cantora, e outros músicos.

Bicho do Paraná

“Seu motorista toque o carro

Me tire desse lugar

Me leve logo motorista

Pro outro lado de lá

Não vou cortar o meu cabelo, não

Só pra dar o que falar

Eu não sou gato de Ipanema

Sou bicho do Paraná

A vida pra mim na cidade grande

Tá difícil pra danar

A gente que nasceu no mato

No mato tem que morar

No mato a gente se ajeita

Tudo o que se planta dá

Quero voltar pra minha terra

Pro norte do Paraná”

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