Austríacos mostram paisagem carioca do império
ReproduçãoComo todo mundo aprendeu na escola e lembra até hoje, a Imperatriz Leopoldina, que hoje confunde-se com nome de escola de samba, antes de ser a primeira imperatriz do Brasil era uma arquiduquesa austríaca que veio em viagem de núpcias ao país, casada com D. Pedro I, há exatamente 180 anos. Em comemoração à data e ao bicentenário do nascimento de Leopoldina, a Embaixada da Áustria, a Hass do Brasil e a Fundação Cultural de Curitiba trazem à cidade a exposição Thomas Ender e Johann Natterer no Brasil.
Thomas Ender era um pintor que veio ao país na comitiva de Leopoldina, encarregado de retratar as gentes e paisagens brasileiras. Em pouco mais de um ano fez quase 800 quadros que hoje são um retrato saudoso do Rio de Janeiro do início do século passado. Natterer era um naturalista que viveu por dez anos na Amazônia coletando sementes, animais, madeiras e objetos etnográficos da região.
A exposição Thomas Ender, pintor austríaco no Brasil do Século XIX reúne 44 reproduções de quadros do pintor. Quando ele veio ao país tinha apenas 23 anos. Suas aquarelas são inéditas para o grande público brasileiro. Até 1994 eram conhecidas apenas por um grupo restrito de especialistas porque não podem ser expostas à luz por longos períodos, sob pena de desbotarem.
O casamento e o consequente posto de imperatriz do Brasil a Leopoldina, fez com que crescesse muito o interesse dos austríacos pelo exótico país da América do Sul. Tanto que foi organizado um Museu Brasileiro, no qual toda uma sala foi dedicada às pinturas de Thomas Ender. O Brasil, na primeira metade do século XIX, tornou-se, para os austríacos, o mais conhecido país extra-europeu, talvez até mais conhecido que muitos países europeus, afirma o embaixador da Áustria no Brasil, Manfred Ortner.
A exposição Johann Natterer - um naturalista austríaco na amazônia - 1825/1835 traz fotografias da coleção etnográfica do pesquisador, pertencentes ao Museum fur Volkerkunde, de Viena.





