Antonio Gonçalves Filho
Agência Estado
A arte brasileira ocupa, a partir do dia 15, a histórica Academia de Belas Artes de Viena, a convite da curadora Monika Knofler. São duas as exposições levadas à capital austríaca com patrocínio do Banco do Brasil e da Gráfica Takano: ‘‘Alegorias Brasileiras’’, que reúne 26 fotomontagens de Luiz Monforte, e ‘‘Jovem Gravura Brasileira’’, com um time de dez grandes gravadores, entre eles Cláudio Mubarac, Marco Buti e Rosana Monnerat. Na primeira mostra, Monforte lança um catálogo de 80 páginas sobre sua obra com textos assinados pelo poeta Décio Pignatari, o designer Giorgio Giorgi e pela gravadora Daniela Kutschat, integrante da segunda mostra.
Fundada em 1689, a Academia de Belas Artes de Viena, que tem a segunda maior coleção de gravuras do mundo, expõe pela primeira vez artistas brasileiros. A mostra individual de Monforte segue para a Eslovênia, Paris e Londres após a temporada vienense. As gravuras de seus colegas serão vistas apenas em Viena. Selecionados por Monforte, são estes os nomes dos integrantes da exposição, além dos quatro anteriormente citados: Cláudia Jaguaribe, Renata Castello Branco, Tatiana Blass, Gabriel Borges, Davi Magila e Takashi Fukushima.
Monforte, que também lança em Viena um CD-ROM com música do compositor santista Gilberto Mendes, foi convidado pela curadora Monika Knofler para traçar um panorama da gravura contemporânea brasileira. Nascido em Santos há 50 anos, Monforte representou o Brasil na última Bienal de Artes Gráficas de Liubliana, em 1997, na Eslovênia. Foi lá que a curadora austríaca viu seus trabalhos, que agora fazem parte do livro ‘‘The Art of the Enhanced Photography’’, da dupla James Luciana e Judy Watts, lançado este ano.

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