O nazismo (1933-1945) já foi tema de diversos filmes e livros, a maioria com o mesmo propósito: mostrar as ações do ditador alemão Adolf Hitler, lembrar a morte de milhões de inocentes durante o Holocausto e, principalmente, evitar que o mal se repita. Os memoriais construídos nos antigos campos de concentração e extermínio espalhados pela Europa colocam seus visitantes em contato direto com este triste episódio da história recente da humanidade.
Campos como o de Auschwitz, na Polônia, e Dachau, na Alemanha, estendem constantes homenagens aos presos de guerra, ativistas políticos, artistas, intelectuais, ciganos, homossexuais e judeus de 34 nacionalidades mantidos presos, torturados e mortos em massa pelos soldados alemães durante 12 anos, até o final da Segunda Guerra Mundial. Entre os judeus mortos, os polacos foram os mais perseguidos pelos nazistas.
A perseguição às minorias começou logo com a ascensão de Hitler ao poder, quando decretos anularam a cidadania alemã dos judeus, proibiram o casamento ''inter-racial'' e incentivaram o boicote aos estabelecimentos comerciais de estrangeiros, estimulando uma emigração quase forçada. Os que insistiram em ficar na Alemanha foram confinados em guetos e mais tarde levados aos campos de concentração. Outros milhões de prisioneiros foram capturados nos países invadidos durante a Segunda Guerra, principalmente no Leste Europeu.
Os ex-campos hoje memoriais que recebem milhões de turistas e estudantes o ano inteiro são mantidos e preservados por instituições de pesquisa, associações e pelo governo. Auschwitz e seu vizinho Birkenau recebe ainda a ajuda da Unesco, já que em 1979 foi tombado e recebeu o título de Patrimônio Histórico da Humanidade. O ingresso para a visita destes campos não é cobrado. Os portões de entrada ficam abertos o tempo todo, respeitando apenas os horários de visitação.
Apesar de terem sido criados com a mesma função eliminar de forma rápida milhões de pessoas consideradas perigosas para a ''sanidade'' da Alemanha , estes dois campos de extermínio possuem histórias diferentes. As particularidades de Auschwitz e Dachau levam o visitante a indagar sobre a mente destruidora dos responsáveis por arquitetar e colocar em prática o plano de ''solução final'', como era friamente chamado o Holocausto pelos carrascos nazistas.
Entre os milhões de mortos nos campos de concentração nazistas estão alguns mártires. O mais destacado deles talvez seja o padre católico Maksymilian Kolbe, morto nos porões de Auschwitz com uma injeção de fenol no coração após resistir a um regime de fome forçado. O processo de canonização do padre está sendo analisado pelo Vaticano, mas na Polônia ele já é tratado como santo. Na igreja de Czestochowa existe um altar preparado especialmente para ele.
Mais do que simplesmente saber a história do Holocausto e conhecer os lugares onde estes tristes episódios ocorreram, visitar Dachau e Auschwitz-Birkenau deve ter o propósito de se sensibilizar diante do apelo de que aquilo não pode se repetir nunca mais. Frases com este pedido estão espalhadas pelos campos em todas as línguas, sem distinção de credo religioso ou tendência política. Os memoriais dispõem de visitas guiadas em diversos idiomas. Panfletos e filmes orientam o visitante. (Fabiula Wurmeister, Cláudia Almeida e Patrícia Taufer - Eurotrip

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