Auditoria chega à área de cultura
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quarta-feira, 28 de fevereiro de 2001
Jackeline Seglin De Londrina 
A auditoria interna da Prefeitura Municipal chegou à área de Cultura em Londrina. Na semana passada, cerca de 40 pessoas compareceram à palestra do auditor Osvaldo Lima sobre a prestação de contas dos projetos aprovados pela Lei Municipal de Incentivo à Cultura. Ele deu explicações sobre as formas legais da prestação de contas e a atuação da auditoria no caso dos projetos.
Estamos tratando de recursos públicos e, principalmente por isso, o dinheiro deve ser empregado de maneira correta, avisou. A auditoria não vai omitir nada da população. Se ocorrer algo irregular, pode haver desânimo e descrédito da área junto à sociedade e ao empresariado, preveniu.
Em entrevista à Folha2, Osvaldo Lima contou que os projetos executados no ano passado estão sendo auditados. Segundo ele, foram encontrados muitos erros e algumas prestações estão pendentes. Nem sempre o caso é de má fé, mas alguns deixam questionamentos quanto à formalidade, correndo o risco de não ter as contas aprovadas. O auditor informou, sem citar nomes, que está convocando empreendedores para prestar esclarecimentos. Se não houver comprovação do que estamos pedindo, vou encaminhar para o Ministério Público, avisou.
Quanto à auditoria geral na pasta da Cultura, Lima antecipou que os trabalhos começam este mês, a partir da Biblioteca Pública Municipal alvo de denúncias sobre livros doados para a instituição e posteriormente encontrados à venda em sebos da cidade. Em seguida, a auditoria se estende por toda a Secretaria da Cultura. Estamos auditando coisas grandes e pequenas, sugeriu. No processo, vamos auditar tudo, da gestão passada até a atual administração, para que não tenhamos erros recorrentes. Acredito que não teremos problemas, porque os atuais secretários estão sendo rigorosos.
Osvaldo Lima explicou que o processo é positivo para os empreendedores culturais, apesar de algumas vezes ser taxado de burocrático. Para ele, o fato de existir uma auditoria nas contas dá ainda mais credibilidade ao projeto e tranquilidade ao investidor. O auditor não é policial, nem fica procurando erros ou punições. Podemos achar situações vulneráveis, que gerem dúvidas... podemos sugerir custos menores. O processo também deve trazer soluções.
Lima sugeriu que a Secretaria da Cultura acompanhasse o andamento dos projetos para saber onde e como o dinheiro está sendo aplicado. Vou ser rigoroso, mas não quero causar nenhum embaraço. Só não quero que ocorram irregularidades, porque vamos investigar.


