Audiovisual e artes plásticas
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 06 de janeiro de 2009
Rodrigo Juste Duarte<br>Equipe da Folha 
Geralmente ocupada por exposições direcionadas para fotografia, cinema e artes plásticas, a Galeria da Caixa, em Curitiba, inicia suas atividades de 2009 com um formato que agrega características destas três formas artísticas. No espaço, de aproximadamente cem metros quadrados, estará montada a vídeo-instalação retratos Sensíveis, que será inaugurada hoje.
A obra tem autoria do cineasta e vídeo-artista Ricardo E. Machado, conhecido por curtas-metragens premiados como Madame Olivia, Gringo in Rio e Tchau, Pai (este, um hit do site Youtube). Para ele, a concretização deste trabalho em vídeo-arte é a relização de um sonho. Sempre quis ser artista plástico, mas não desenho bem e nem domino técnicas de pintura. Acabei indo para o vídeo e cinema. No formato vídeo-arte eu me aproximo o máximo que posso da pintura tradicional, seja pelas imagens exibidas ou pela apresentação, pois algumas telas terão molduras clássicas, remetendo a um quadro na parede, explica.
Retratos Sensíveis é apresentada em dez monitores, que transmitem, simultaneamente, pequenos filmes em looping, cada um com um tema. Entre eles estão Perto/Longe (filmado em uma aldeia indígena na Região Metropolitana de Curitiba), Intervalo de Coveiros (que recebeu uma referência especial na 11ªBienal Nacional de Santos) e Afiando Facas, que segundo Machado, é a primeira homenagem a profissões de corte físico.
Nelas, os trabalhadores são anônimos, como os açougueiros, por exemplo. A intenção do filme é tirar o cortador do anonimato, explica. Os personagens obscuros são um ponto de união entre os vídeos, que captam pessoas e comunidades distantes do cotidiano do visitante típico de exposições.
Iniciado no cinema há cerca de uma década, Ricardo E. Machado trabalhou nos últimos quatro anos como realizador e consultor para projetos de vídeo-arte de artistas de Curitiba como Washington Silveira, Debora Santiago e Newton Gotto.


