AUDIOVISUAL - Curta retrata geada negra de 75
A Geada Negra, que dizimou os cafezais do norte do Paraná em julho de 1975, virou filme e teve estreia aberta ao público na última quarta-feira em Bela Vista do Paraíso. O curta foi produzido por um morador da cidade e vai ser exibido através do projeto Revelando os Brasis, do Ministério da Cultura. O episódio é relembrado a partir da história de um casal de colonos e da tragédia que vivenciaram.
O projeto selecionou 40 propostas em todo o País. Três delas, no Paraná. Além de Bela Vista, Porto Amazonas, São João do Triunfo e Curitiba serão as cidades do Paraná que terão a oportunidade de conhecer parte do resultado do projeto, uma iniciativa do Ministério da Cultura e do Instituto Marlin Azul para democratizar o acesso ao mundo audiovisual em cidades brasileiras com até 20 mil habitantes.
Os três filmes paranaenses foram feitos por moradores do interior. O agricultor Marcos Maranhão é de Porto Amazonas (que fez o curta Tico FC, história de ficção inspirada na vida de Wilson Fermino Martins Morgado); a cabeleireira e maquiadora Priscila Ernst é de São João do Triunfo (autora do curta Os Faxinais: Uma História de Luta e Amor à Terra, que trata sobre , agricultura comunitária) e o diagramador Rafael Pereira Assumpção é de Bela Vista.
O curta Geada Negra tem aproximadamente 10 minutos e foi filmado em quatro dias, nos arredores de Bela Vista do Paraíso
A geada negra aconteceu na madrugada de 16 de julho de 1975 e dizimou cerca de 850 milhões de pés de café, mudando definitivamente as configurações econômicas de Londrina e região
O Programa Folha Cidadania tem como objetivo criar o hábito de leitura entre os jovens.





