Nem só de professores e livros são formadas as aulas das escolas que integram o projeto Folha Cidadania. Uma vez por semana, eles recebem exemplares da Folha e os utilizam como ferramenta para ensinar. Nesse início de ano letivo, os alunos da 4 série que participarão do projeto este ano estão empolgados com a novidade. Textos, fotos, quadrinhos, charges, tudo atrai a atenção deles e aumenta o interesse pelas aulas.
A professora Mércia Maria Cardoso Tavares da Silva, da Escola Municipal Santos Dumont (Zona Oeste), aponta que a utilização do jornal em sala de aula é muito válida. ''Os alunos ficam mais críticos em relação ao que acontece e tomam atitudes'', observa. Ela diz que eles próprios já selecionam assuntos que mais agradam, os meninos na área do esporte e as meninas nos assuntos culturais, e se direcionam primeiro para esses cadernos. Ela acrescenta que costuma contextualizar as matérias, trazendo os assuntos para o dia-a-dia de seus alunos.
O são paulino João Klismann Bortolo Garavelo, 10 anos, confessa que adora a parte de esporte, mas também lê sobre carros. Giovana Pierotti Jiacobs, 9 anos, prefere se atualizar sobre os assuntos da cidade e também o que está passando no cinema e nas novelas pela Folha 2. Já Isabelle Rodrigues Galor, 9 anos, se distraí com as fotografias publicadas. Luara Mariana Dutra Biliatto, 9 anos, diz que as charges são constantemente motivo de piada entre eles. ''A gente fica tirando sarro daqueles desenhos, principalmente quando tem o Lula'', salienta.
Eles já tiveram uma pequena participação no projeto no ano passado e Luara descreve que no começo da aula eles sempre liam a primeira página do jornal. João recorda da aula em que o assunto foi os atentados envolvendo os Estados Unidos. ''A gente soube que os Estados Unidos estavam combatendo o Iraque por causa do petróleo'', relembra.
Críticos e curiosos, os alunos questionam sobre os processos na formação do jornal, como se montam páginas e colocam fotos. Mais adiante, sugerem assuntos que gostam de ler. ''Gostaria que falasse mais dos bichos. Gosto muito de cachorro e cavalo'', diz João. Já Giovani de Oliveira Zanutto, 9 anos, quer se aperfeiçoar em assuntos esportivos: ''Quero saber quem vai para as Olimpíadas''. Ele acrescenta que gosta de utilizar o jornal como material para fazer pesquisa e trabalhos.
Na Escola Municipal Mábio Gonçalves Palhano (Zona Sul) a expectativa não é diferente. Os alunos ainda não tiveram contato com o jornal em sala de aula, mas dizem que em casa já leram algumas vezes. ''De vez em quando eu pego os classificados para ler e ver o preço das coisas, como de videogame'', diz Nikolas Gustavo Palisser Silva, 9 anos. Douglas Gonçalo Correia, 11 anos, prefere a Folha 2, principalmente o horóscopo e a programação da televisão. Mateus Alisson Viol, 9 anos, lembra que pelo jornal também dá para procurar emprego.
Mateus afirma ainda que com o jornal na escola será mais fácil estudar. ''Dá para aprender a ler melhor'', diz. Douglas destaca ainda que dá para se informar sobre o que está acontecendo no Brasil e também em Londrina com as notícias publicadas.
Os professores da 4 série da escola afirmam que os alunos ficaram radiantes ao saber que receberiam o jornal este ano. A supervisora Denise Macedo Reis Guilherme relata que dá para integrar todas as disciplinas com os assuntos abordados na Folha. Seja ciências, matemática, português, tudo é aproveitado. Ela destaca que o principal é a produção de texto. O aumento do senso crítico dos alunos também é citado como uma vantagem do projeto. Assuntos polêmicos e da área política rendem debates em que eles revelam a opinião que têm.

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