Atuação múltipla
Ter gêmeos em uma novela é sinônimo de trabalho dobrado nos bastidores: o autor precisa amarrar bem a história para não se perder, a equipe de efeitos especiais tem de estar atenta aos mínimos detalhes técnicos e os atores podem ter de compor dois, ou até mais, personagens em um mesmo trabalho.
''Fazer gêmeas é uma experiência única. Tive de me dedicar totalmente e entender os motivos de cada uma. Não quis marcar muito a diferença entre a Taís e a Paula para fazer um jogo de adivinhação na cabeça do público'', garante Alessandra Negrini, sobre suas personagens em ''Paraíso Tropical'', de Gilberto Braga.
Em 1993, o ''remake'' ''Mulheres de Areia'', inovou ao apresentar novas tecnologias para captar as cenas onde as gêmeas Ruth e Raquel, de Glória Pires, contracenavam, como o uso de ''chroma key'' - com um fundo que pode ser substituído por outra imagem - e ''memoryhead'' - sistema que armazena a imagem captada e facilita a junção das duas cenas na edição. Porém, mesmo com os recursos digitais avançados para a época, Glória era peça fundamental para que os efeitos visuais tivessem bons resultados.
''Era um trabalho além da atuação. Tinha de ficar de olho na continuidade. Acabava de gravar como Ruth, vestia o figurino da Raquel e tinha de lembrar o que tinha feito na cena anterior para não entrar no plano da outra imagem. Uma loucura!'', conta Glória, aos risos. (G.B./TV Press)





