Tanto Zezé Polessa quanto Flávia Alessandra buscaram oportunidades na carreira artística. Mas a insegurança e a instabilidade financeira da profissão de atriz fizeram com que as duas partissem para um plano ''B''. A primeira optou pelo curso de Medicina. ''Tinha de estudar alguma coisa'', justifica. Já no sexto ano pensou em desistir, mas uma conversa séria com o pai a fez repensar seus projetos. ''Terminei, mas estava cada vez mais dedicada ao teatro'', lembra. Antes de entrar na tevê, durante uma fase difícil, chegou a cogitar a possibilidade de atuar na área médica. ''Pensei em fazer um curso de Homeopatia. Mas insisti na interpretação e deu certo'', comemora.
Flávia passou por situação semelhante. Aos 17 anos, fez vestibular para Comunicação Social e para Direito, mas acabou se formando como advogada. Sem a certeza de se sustentar da arte na época, chegou a dar os primeiros passos para montar um escritório e se dedicar à nova vida. ''Eu queria me sustentar, mas minha grande paixão sempre foi atuar'', pondera. Foi justamente nesse período que surgiu o motivo perfeito para deixar de lado, pelo menos por um tempo, o diploma de Direito: foi convidada a assinar seu primeiro contrato longo com a Globo. ''Foi a melhor coisa que poderia ter acontecido naquela época'', reflete.

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