Atriz londrinense se rende aos animais abandonados
Em recente visita a Londrina, Marinna Andrade Lopes revelou detalhes sobre sua carreira no Rio de Janeiro e o projeto voltado aos animais abandonados
Atualmente residindo no Rio de Janeiro, a ''praia'' da atriz londrinense Marinna Andrade Lopes neste início de 2008 é sua cidade-natal: Londrina. Linda à primeira vista, Marinna, que entre outros trabalhos deu vida à personagem Mariana, da novela ''Alta Estação'', da TV Record, encanta ainda mais no bate-papo ao vivo. Em entrevista à FOLHA2, Marinna falou sobre os planos, projetos e a defesa dos animais. Confira na íntegra:
FOLHA2- A quais atividades você tem se dedicado ultimamente?
Marinna - À minha profissão. Nessa área temos de estar preparadas para tudo que vier: estudo violão, canto, dança, reciclagem de interpretação, além de ler e assistir a muitos filmes. Fora isso, tenho meus trabalhos voluntários, que também me tomam bastante tempo.
Você estréia em breve um site pessoal, correto?
Exato. Um grande amigo meu e excelente profissional, Giuliano Antunes Massa quem está desenvolvendo para mim. Mas não estamos com pressa. Quero ter coisas realmente interessantes para colocar ali e não apenas ''um site da atriz Marinna Lopes com meia dúzia de fotos e palavras para colorir a tela de um computador''. Quero ter idéias, conceitos, informações, projetos sociais, entre outros, que acrescentem realmente alguma coisa (risos).
Quais trabalhos mais te marcaram? A Mariana de ''Alta Estação'' é sua favorita?
Não tenho ainda muitos trabalhos para comentar, mas, sem dúvidas, a Mariana foi muito importante para mim. Fora o trabalho na Record, alguns curtas-metragens que gravei em São Paulo me proporcionaram grande experiência e prazer pelo meu trabalho.
Você já é reconhecida nas ruas?
Às vezes. Algumas pessoas ainda ficam na dúvida, principalmente porque a TV ''aumenta'' muito e, quando me encontram, dão de cara com uma baixinha e magrela, então ainda me perguntam se por acaso eu sou a Mariana de ''Alta Estação'' (risos). Acho isso divertido!
A Marina segue fazendo a linha caseira?
Sim. Ainda prefiro ficar em casa. Mas este ano pretendo sair mais, ir mais ao teatro, ao cinema, sentar em um bar com amigos, poder curtir mais a companhia das pessoas que passam em nossas vidas e que, às vezes, por estarmos tão preocupados com trabalho, dinheiro, gastos e contas, não notamos.
Para a Marinna Lopes, o que Londrina tem de melhor?
Minha família e alguns amigos que restam por aqui. Agora, falando da cidade, sinto falta de algumas guloseimas que só tem aqui. Lanches, doces, lasanha, vitamina... Ah, meu Deus, tudo muito bom! Fora isso, aproveito para fazer um check-up de saúde e beleza, passando por profissionais que cuidam do meu equilíbrio físico, mental e espiritual que não abro mão quando estou em Londrina.
Qual presente daria para Londrina, que vê nas outras cidades? Por quê?
Londrina precisa de mais espaços para cultura e lazer. Se eu pudesse, copiaria e colaria a Avenida Paulista e as praias do Rio de Janeiro. Seria perfeito!
Como é sua rotina, longe de Londrina? Aliás, existe rotina na profissão?
Rotina na profissão de atriz não tem muito não. Mas procuro estar o tempo todo me aperfeiçoando, lendo, estudando. E esse tempo longe das telinhas me fez crescer muito, tanto profissionalmente como pessoalmente.
Já tem projetos engatilhados?
Tenho muitos planos. Por ora, estou estudando a viabilidade com um grupo de amigos e profissionais do Rio de lançar alguns projetos que possam contribuir com o meio artístico no Brasil, em todos os sentidos. Não posso falar muito ainda, porque a intenção é estudar bem as possibilidades para então lançá-los. Só peço a Deus para trabalhar muito e assim poder ajudar ainda mais quem necessita.
Você poderia falar mais sobre o seu trabalho voluntário?
Tenho um trabalho com os animais. Eu e um pequeno grupo de amigas cuidamos de alguns abrigos, no Rio. Retiramos os animais da rua, fazemos campanhas para adoção, castração, contra o abandono e maus-tratos.
Nessa sua última visita a Londrina, você adotou duas cadelas, não?
Já levei muitos animais para casa, mas graças a Deus sempre consegui um ótimo dono para eles, pois não tenho como ficar com eles, já que não moro mais aqui e minha casa estaria lotada de bichos. No momento, estou com duas cadelas superfofas, uma se recuperando dos maus-tratos, a outra de uma castração. Aliás, aproveito para fazer um apelo aos londrinenses: em poucos dias que estou aqui, já me deparei com muitos animais abandonados. Em especial nessa época do ano - em que as pessoas viajam -, os índices só fazem subir.
E como diminuir esses índices?
A castração, que é algo que o governo deveria oferecer gratuitamente ou a um preço acessível seria uma boa forma de diminuir o abandono, a crueldade e os maus-tratos. Mas se nem nós que somos humanos temos boas notícias, o que dizer dos animais, não é mesmo? Os SOSs estão lotados e não têm condições de dar total atendimento aos que diariamente os procuram, com pedidos de socorro. Se tivessem algum tipo de apoio, a situação seria diferente, mas mesmo com todas as dificuldades, eles fazem de tudo para ajudar. Desculpe o desabafo, mas, como disse o pensador Jean Vien Jean, ''se cada um limpasse sua calçada, logo a rua toda estaria limpa''.





