Imagem ilustrativa da imagem Atriz londrinense é destaque em Cannes
| Foto: Loic Venance/AFP

A atriz já atuou em diversas novelas, filmes, peças teatrais e minisséries

A beleza e a elegância de Maria Fernanda Cândido atraíram holofotes do mundo todo quando a londrinense fez uma marcante estreia no tapete vermelho do Festival de Cannes, na quinta-feira (23). Estrela do filme “O Traidor”, a atriz de 45 anos surgiu no evento trajando um longo e brilhoso vestido bordô da maison Dior e teve seus passos acompanhados a todo tempo pelas câmeras rumo à escadaria do cinema. Após a chegada triunfal, a produção estrelada por ela foi aplaudida por 13 minutos em sua primeira exibição para uma plateia que incluiu nomes como Leonardo DiCaprio e Gael García Bernal.

Dirigido pelo italiano Marco Bellocchio, "O Traidor" rememora a história do mafioso Tommaso Buscetta, que delatou seus antigos comparsas da organização criminosa Cosa Nostra e se refugiou no Brasil. Maria Fernanda interpreta Cristina, a brasileira com quem ele casou no país.

O filme de Bellocchio é uma coprodução da Itália com o Brasil, aqui tocada pela produtora paulista Gullane Filmes. Junto a "Bacurau", dos pernambucanos Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, foram os dois títulos com DNA nacional entre os 21 da competição do Festival de Cannes, mais importante mostra de cinema do mundo.

Nascida em Londrina, Maria Fernanda Cândido morou na cidade até os 4 anos. Após um período em Curitiba, mudou-se na adolescência para São Paulo - onde iniciou sua trajetória artística após ser descoberta por uma produtora de moda que a convidou para trabalhar como modelo. Em 1989, aos 15 anos, foi morar em Paris e desfilou para grifes mundialmente conhecidas, como Versace, Dior e Prada.

Retornou ao Brasil em 1992, quando ingressou na faculdade de terapia ocupacional pela USP (Universidade de São Paulo). Em 1997, estreou na TV atuando na abertura da novela “A Indomada”, e também fez sua estreia no teatro com o espetáculo Anchieta, Nossa História. Em 1998, fez uma participação especial na novela Pérola Negra, do SBT, e, ainda atuou na novela Serras Azuis, da Bandeirantes.

O sucesso nacional chegou em 1999 com sua participação na novela Terra Nostra, na qual deu vida à personagem italiana Paola. Comparada com a italiana Sofia Loren, foi eleita a mulher mais bonita do século, numa votação do programa Fantástico realizada no ano 2000. A atriz, que já atuou em diversas novelas, filmes, peças teatrais e minisséries, atualmente vive em São Paulo com o marido, o empresário francês Petrit Spahira, e dois filhos.

VENCEDORES

O Brasil conquistou duas vitórias inéditas no festival, que encerrou sua 72ª edição neste sábado. Com "Bacurau", sátira violenta que fala de um Brasil dividido e armado, os pernambucanos Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles ganharam o prêmio do júri da competição, o terceiro mais importante do evento.

E "A Vida Invisível de Eurídice Gusmão", do cearense Karim Aïnouz, foi escolhido o melhor filme da seção Um Certo Olhar, paralela à disputa pela Palma de Ouro. Trata-se de uma adaptação do romance homônimo de Martha Batalha, que fala de duas irmãs que são separadas no Rio de Janeiro dos anos 1950.

Fora da programação oficial, "The Lighthouse", longa americano que tem o brasileiro Rodrigo Teixeira como produtor, ganhou prêmio da crítica.

Os prêmios deste ano se somam a outros que o cinema brasileiro já recebeu nas 72 edições. Em 1962 o país recebeu a Palma de Ouro com "O Pagador de Promessas", e, em 1969, Glauber Rocha venceu como melhor diretor por "O Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro". Também já foram premiadas as atrizes Fernanda Torres, por "Eu Sei Que Vou Te Amar" (1986), e Sandra Corveloni, por "Linha de Passe" (2008).

A Palma de Ouro, principal troféu da mostra, foi para "Parasite", do sul-coreano Bong Joon-ho, uma sátira sobre abismos sociais entre duas famílias, uma rica e outra pobre. (Com Folhapress)

mockup