Os mistérios da vida natural em Galápagos ultrapassam o horizonte terrestre e penetram o plano submerso. Uma intensa movimentação de cerca de 400 espécies marinhas tropicais, 20% delas endêmicas (únicas dessas águas), torna o mergulho imperdível. Para quem tem medo de água, a solução é o bote com fundo de vidro.
A princípio, a experiência de dar algumas braçadas ao lado de um lobo-marinho brincalhão assusta, mas depois termina encantando e relaxa. Os lobos e os leões-marinhos, que seguem até lá pela gélida corrente de Humboldt, costumam ser inofensivos. Até mesmo pinguins raros podem surgir à sua frente sem aviso, no meio de um simples mergulho numa praia distante. Os que estão em Galápagos são os únicos que vivem em águas tropicais. Ocupam o segundo lugar entre os menores do mundo. As iguanas, lagarto parecido com um dragão em miniatura, também fazem parte desse time de exímios nadadores, que acompanham os visitantes.
Snorkel e nadadeiras são equipamentos básicos que os navios e iates fornecem aos passageiros. Quem tem bom fôlego pode ficar mais tempo no mar e, quem sabe, tocar na cauda de uma raia manta ou seguir um cardume de tubarões martelo. Dois points muito procurados por mergulhadores autônomos habilitados são as ilhotas Darwin e Wolf, no extremo norte do arquipélago. Mas é alto o custo para alcançar esses pontos remotos. E é preciso contratar uma empresa especializada no esporte.
Uma boa alternativa, mais próxima, dentro dos roteiros das embarcações de linha, é a Ilha Genovesa. Além de santuário de nidificação de aves, este pedaço de rocha já foi um ativo vulcão. Sua cratera, agora tomada pelas águas oceânicas, oferece a oportunidade de um mergulho único. Contornando a nado as escarpas da boca do vulcão submarino, pode-se enxergar de tudo: desde colônias de coral até os mais exóticos peixes tropicais, arraias manta e tubarões. A profundidade ali chega a 200 metros nos pontos mais abissais.
O mergulho livre ou snorkel é feito com guias do parque. Para maior segurança, os grupos seguem acompanhados por botes de borracha - as pangas, como são chamados nas Galápagos. Os mesmo botes também são usados para passeios pela costa, embarque e desembarque de passageiros. (A.P.P./AE)

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