Atrações para adultos e em língua de sinais

Uma das novidades da edição deste ano é "Histórias Contadas com as Mãos", do grupo Mãos de Fadas, de São Paulo, que assume a missão de levar o universo da contação de histórias a quem não consegue escutar. "Em nossa contação, a narração central é feita em libras. Porém, ao mesmo tempo, ocorre a tradução para a língua portuguesa", diz Thalita Passos, uma das integrantes. Segundo ela, apesar na narração ser feita na língua brasileira de sinais, é um espetáculo que para todos. "Além da contação, durante a apresentação, fazemos brincadeiras, atividades e ensinamos alguns sinais ao público. Foi uma maneira que encontramos de proporcionar ao público surdo o acesso a histórias clássicas e a apreciação da literatura na tradição oral, que é bem diferente da escrita." A apresentação acontece no dia 8 de agosto, às 15h30, para os alunos do Iles.
Já para o público adulto, um dos destaques é "Sobre Lendas e Mulheres", da Cia Girolê, de Curitiba, que se apresenta no dia 10 de agosto, às 20 horas, no Sesi/AML. Inspirada na obra "Mulheres que correm com os lobos", de Clarissa Pinkola Estés, a contação faz uma compilação de histórias que resgatam o feminino, seus mistérios e poesias. "Duas mulheres em cena, narradoras e musicistas, fazem uma conexão em tudo que habita o ser feminino: do arquétipo feminino a mulher selvagem. Em nosso texto, há, também, relatos de mulheres vítimas de violência que abordamos de maneira muito sensível. A plateia se reconhece em vários momentos", explica Cleo Cavalcantty, uma das integrantes da companhia.
Oficina
Partindo do princípio de que todos somos contadores de histórias na vida, a contadora Josiane Geroldi, da Cia Contacauso, de Santa Catarina, vai ministrar a oficina "Somos Todos Narradores", dia 6 de agosto, no período da manhã e da tarde. Ela diz que o objetivo é incentivar a formação e a sensibilização de novos contadores. "Com atividades de expressão corporal, vocal, exercícios de improvisação, exploramos as potencialidades da voz e do corpo dos narradores para, assim, darmos um polimento às histórias. A ideia é mostrar que todos podem contar histórias e que não é preciso muitos recursos para isso. Com poucos elementos artísticos, posso tornar uma história extremamente significativa a quem está ouvindo."
De Londrina, se apresentam o projeto Todos Por Um, com uma proposta de histórias reais; o grupo Fio da Meada, a cia. Kiwi de Jaqueta, a contadora Gisa Tenório, a cia Boi Voador, o grupo Tem Criança no Samba, cia. Conta um Conto, Pati & Companhia, Palhaço Arnica e o Exército Contra Nada, radicado em São Paulo. Além dos conterrâneos, o Ecoh recebe os paranaenses Vinícius Mazzon e cia. Girolê, de Curitiba; a Cia das Histórias, de Ponta Grossa, as catarinenses Josiane Geroldi, da cia. Contacauso e Rita Barbieri, da cia TendArte, de Joaçaba e, por fim, direto do estado de São Paulo se apresentam Cristiano Gouveia (Santo André), Fernanda Munhão (Ourinhos) além dos paulistanos Kiara Terra, Ana Roxo, Cristiano Meirelles, Nina Blauth, grupo Mãos de Fadas, cia. Arte Negus e Kelly Orasi. (M.T.)





