Eles vêm da Islândia, terra de Bjork. No ano passado, estamparam capas e mais capas de publicações européias. Sigur Rós é a atração de hoje, às 23h30, no programa ''Jazz & Cia'' da TV Cultura. A edição mostra o show que o grupo fez no Free Jazz Festival de 2001, quando dividiu o palco com os escoceses do Belle and Sebastian.
Saudado como a ''última grande banda do século XX'' pela revista Face, Sigur Rós lançou três álbuns e um CD de remixes ao longo de oito anos de carreira. ''Agaetis Byrjun'', o segundo, saiu no Brasil pela gravadora Trama. Suas canções misturam o idioma pátrio com o ''hopelandish'', língua imaginária inventada pelo vocalista Jón Thór Birgisson, que costuma tocar guitarra com um arco de violino.
A música é contemplativa, etérea, flutuante, celestial. O instrumental inclui violinos, cellos e metais. Críticos já a definiram como ''art-rock''. No website, os integrantes já se auto-proclamaram ''vozes dos deuses'' assinalando frases como ''Não somos uma banda, somos música'' e ''Simplesmente iremos mudar a música para sempre, e a maneira como as pessoas entendem música''.
Em entrevistas, a banda caracteriza sua música como um som parecido com o uivo do vento entrando pela porta durante a tempestade. Thom Yorke, líder do Radiohead, gostou tanto que convidou os magricelas pálidos para abrir todos os shows de sua turnê na última temporada. Pretensiosos, eles não poupam cenas impactantes na produção dos clipes. Num deles, mostravam uma turma de jovens com síndrome de down dançando de roupas brancas sobre uma montanha.
O mais recente, da música ''Vidrar Vel Til Loftarasa'', provocou controvérsias ao mostrar imagens de um garoto homossexual reprimido pelo pai. No roteiro, um menino brinca de boneca e leva um cacete do pai. Depois, decide jogar futebol para mostrar ao pai quem é macho. Numa partida importante, o pai está feliz na arquibancada até que o garoto faz um gol e comemora no chão abraçado a um companheiro com um longo e amoroso beijo na boca.

mockup