São Paulo - A premissa de ''Um Dia'' pode não ser original, mas é no mínimo simpática: acompanhar a vida de determinados personagens por meio de longas elipses temporais. A narrativa elege uma data, 15 de julho, e conta apenas o que se passa nesse dia, ao longo de 20 anos, na trajetória de um casal.
Esse dispositivo já foi usado na ficção e no documentário. Exemplos conhecidos são a peça ''Tudo Bem no Ano que Vem'', sobre amantes que se encontram todos os anos no mesmo dia, e o documentário ''Ana dos Seis aos Dezoito'', em que o russo Nikhita Mikhalkov filma sua filha sempre em seu aniversário.
Mas a exploração dessa premissa é falha em ''Um Dia''. O aspecto aleatório da ideia central se esvazia com um roteiro preso a ''pontos de virada'' óbvios.
Mais grave, no entanto, são os personagens frouxos - que a escalação de atores não remedia. Anne Hathaway parece ter gastado mais energia no sotaque britânico do que na emoção, enquanto Jim Sturgess se revela incapaz de transmitir a instabilidade de seu personagem.

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